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CUIDADOS

Tratamento da sífilis é gratuito e está disponível na rede pública de Saúde

Por meio do teste rápido, é possível diagnosticar a infeção sexualmente transmissível, que tem tratamento e cura

22/02/2020 09h37 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Tratamento da sífilis é gratuito e está disponível na rede pública de Saúde

Divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) registrou 8.561 casos de sífilis em Mato Grosso entre os anos de 2015 e 2019. A sífilis é uma infecção transmitida por meio de relação sexual, causada por uma bactéria. A doença apresenta várias manifestações clínicas e diferentes estágios: sífilis primária, secundária, latente e terciária. O Sistema Único de Saúde disponibiliza um teste rápido para diagnosticar a doença e também o tratamento da doença.



Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A transmissão pode ocorrer de uma mãe infectada para o feto, durante a gestação ou parto, circunstância conhecida como sífilis em gestante e congênita

Por meio do Programa Estadual de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente, foram registrados 3.244 casos de sífilis em gestantes; 3.722 casos do tipo sífilis adquirida e 1.685 casos de sífilis congênita no período de 2015 a 2019.

O teste rápido de sífilis disponibilizado pelas unidades públicas de saúde e custeado pelo SUS é um método prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Esse teste é a principal forma de diagnóstico da sífilis.



Os sintomas das sífilis variam de acordo com cada estágio da infecção; geralmente apresentam ferida no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias e, se não for tratada, pode causar a transmissão.

“Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha”, alerta Cláudia Nazário, responsável técnica do Programa Estadual de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, HIV/AIDS e Hepatites Virais da SES.

Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso porque a doença pode aparecer e desaparecer, mas continuar latente no organismo. Logo, é importante se proteger, fazer o teste e, se a infecção for detectada, tratar da maneira correta. O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.

O acompanhamento das gestantes durante o pré-natal também previne a sífilis congênita; o tratamento imediato evita a transmissão e leva a cura da gestante, do bebe e também do (a) parceiro (a) sexual.

FONTE: Secom-MT



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