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Filho de Herzog conta com ajuda de Romário para afastar Marin da CBF

  Morto pela ditadura militar em 1975, o jornalista Vladimir Herzog deixou um herdeiro, o filho Ivo, que agora luta para destituir José Maria Marín da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

02/04/2013 15h02 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Nesta segunda-feira (1), ele se reuniu com os deputados federais Romário (PSB) e Jandira Fehgali (PCdoB) na sede da entidade, no Rio. O objetivo era entregar uma petição com 55 mil assinaturas pedindo a saída de Marin da entidade.
 
Segundo a Folha de S.Paulo, Ivo Herzog pode contar com dois novos apoios: a Comissão Nacional da Verdade, dedicada a investigar os crimes cometidos na ditadura militar; e os clubes da Série A e federações estaduais. Estes últimos, porém, dependem de uma articulação de bastidores. A petição entregue por Herzog defende evidências que ligam Marin à ditadura militar, impossibilitando-o de comandar o futebol brasileiro e a Copa de 2014. Romário e Jandira são, respectivamente, presidentes das Comissões de Turismo e Desporto e Cultura da Câmara.
 
"Estou disposto a conversar com ele. Tenho cinco perguntas que vão ajudar a saber qual o papel de Marin naquele tempo. Pelas informações que a gente tem, foi o pior dos papéis", disse Herzog, que não quis dizer quais são as perguntas porque Marin poderia respondê-las pela imprensa.
 
Já Romário espera, no mínimo, uma manifestação do presidente da CBF: "Esta petição, assim como dois discursos proferidos pelo Marin elogiando os métodos da ditadura, foram enviados para os presidentes dos principais clubes de futebol do país, assim como para as federações estaduais. É importante que haja uma decisão de quem tem poder de voto para definir o presidente da CBF. Se eles forem contra isso, estão demonstrando que são contra o futebol que o Brasil merece", afirmou o Baixinho, que espera que a entrega do documento apresse a criação de uma CPI da CBF.
 
"Esta petição, assim como dois discursos proferidos pelo Marin elogiando os métodos da ditadura, foram enviados para os presidentes dos principais clubes de futebol do país, assim como para as federações estaduais. É importante que haja uma decisão de quem tem poder de voto para definir o presidente da CBF. Se eles forem contra isso, estão demonstrando que são contra o futebol que o Brasil merece", finalizou Romário.
 
Segundo Herzog, são dois discursos que complicam Marin, deputado pela Aliança Renovadora Nacional (Arena) em 1975: um no qual ele faz elogios ao Sérgio Fleury, delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) em 1975 e acusado de várias torturas, inclusive no que provocou a morte do jornalista Vladimir Herzog, criticado por Marin no outro discurso referido por Ivo.
 

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