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COMBATE À PANDEMIA

Vereador pede que Emanuel explique superfaturamento de remédios à CPI da Covid

Dilemário Alencar resolveu propor a convocação após a Operação Overpriced, que detectou irregularidades na aquisição de medicamentos com recursos obtidos em função da pandemia

Da Redação

Equipe

10/06/2021 15h00 | Atualizada em 10/06/2021 17h01

Vereador pede que Emanuel explique superfaturamento de remédios à CPI da Covid

Divulgação

O vereador Dilemário Alencar (Podemos) informou na sessão da Câmara Municipal, que vai encaminhar pedido ao presidente da CPI da Covid-19, o senador Omar Aziz (PSD), para que seja convocado o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para explicar por que à secretaria municipal de saúde adquiriu remédios com superfaturamento de 90%, usando dinheiro para o combate a pandemia do coronavírus.



O parlamentar vai propor a convocação com base na deflagração de mais uma operação por parte da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), ocorrida na manhã desta quinta-feira (10), que detectou na primeira fase da Operação Overpriced irregularidades na aquisição de medicamentos com recursos da Covid-19.

“Ficou evidenciado pelas investigações da Deccor que a secretaria de saúde promoveu uma dispensa de licitação para aquisição de remédios com recursos carimbados para a Covid, mas, no entanto, a secretaria adquiriu remédios para outras enfermidades. E o mais grave é que houve sobrepreço de 90% na aquisição dos remédios. Diante desse fato, vou propor que a CPI, realizada pelo Senado, convoque o prefeito. O povo de Cuiabá precisa saber onde foi parar os mais de R$ 180 milhões que o governo federal mandou para a Prefeitura de Cuiabá para o combate a pandemia”, disse o vereador Dilemário.

O parlamentar disse também no seu pronunciamento que a secretaria de saúde de Cuiabá virou uma usina de escândalos. Ele lembrou que dois secretários de saúde da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro foram afastados do cargo por decisão judicial, inclusive um sendo preso, o ex-secretário Huark Correia, na Operação Sangria que investiga uma organização criminosa que teria montado um esquema para desviar recursos da saúde. Já o outro ex--secretário, Luiz Antônio Possas, foi afastado acusado de realizar compra superfaturada de Ivermectina.



“Falo com veemência que a secretaria de saúde de Cuiabá virou uma usina de escândalos. Basta recorrermos à linha do tempo nesses últimos quatro anos e seis meses da gestão do atual prefeito para perceber isso. Além de dois secretários afastados, na gestão da atual secretária, Ozenira Félix, foi revelado através de uma fiscalização dos vereadores da oposição o escândalo dos milhares de medicamentos vencidos encontrados no depósito da secretaria de saúde, o CDMIC”, pontuou o vereador Dilemário.

O vereador também mostrou indignação pelo fato da secretária de saúde ter prorrogado a validade do contrato com a empresa Norge Pharma, que administra o CDMIC (Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá), onde foram encontrados medicamentos vendidos, em abril passado. Ele disse que a Norge Pharma já recebeu da secretaria de saúde mais de R$ 11 milhões, deixou faltar milhares de remédios sob a sua administração, e agora é premiada com a prorrogação do contrato por mais um ano.

“Diante de tudo isso, o prefeito não tomou nenhuma providência. Um absurdo! Pra mim, passa a impressão que o prefeito e seus secretários têm confiança na impunidade, que nada vai acontecer a eles. Como que pode prorrogar o contrato com essa empresa, mesmo diante do fato de ter sido encontrado um “cemitério” de medicamentos vencidos no CDMIC?”, indagou o vereador Dilemário.



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