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CÂMARA DE CUIABÁ

Está uma bagunça, diz Abílio Junior sobre denúncia de compra de votos

Vereador disse que proporção de revelação de servidora o fez resignar sobre a apuração dos fatos na Defaz e na Comissão de Ética do Câmara

Reinaldo Fernandes

Repórter

12/12/2019 19h28 | Atualizada em 12/12/2019 17h41

Está uma bagunça, diz Abílio Junior sobre denúncia de compra de votos

Reprodução/Internet

O vereador Abílio Junior (PSC) disse que se resignou a comentar a denúncia da suposta compra de votos na Câmara de Cuiabá para a cassação de seu mandato. Ele afirma que a repercussão da revelação do caso não estaria sendo sustentado pela denunciante com a apresentação de material que prove a fraude.



“Está uma bagunça. Tem briga de delegados, de governador com prefeito, de deputados. E percebi que estou sendo puxado para esse assunto enquanto que as coisas realmente importantes para mim, que é fiscalizar os serviços em Cuiabá, estão ficando para trás. Estou colocando, senão um ponto, uma vírgula neste situação”, disse ele entrevista ao Circuito Mato Grosso nesta quinta-feira (12).

Abílio disse que o envolvimento de parentes do vereador Juca do Guaraná (Avante), de quem ele não vê ligação com os fatos narrados em denúncia, o levou a ponderar a proporção que o caso tomou. 

“Em vídeo, aparece a mãe do Juca do Guaraná e ela não tem nada a ver com o que está acontecendo. Como não posso pedir desculpa pra ela diretamente, eu pedi por meio do Juca do Guaraná. E muitas pessoas estão sendo expostas também”.



 Ele ainda mostrou desconfiança com o fornecimento de material que comprovem a história da compra de votos. Segundo o vereador, nenhum material foi protocolado na Comissão de Ética e Decoro e na Defaz (Delegacia Especializada de Crimes Fazendários) nas três últimas semanas, desde o depoimento da servidora na comissão.

“Uma mulher contou toda a história sobre esse tal esquema, falando em nomes e locais, mas é uma conversa de WhatsApp. Ele depôs as mesmas informações na Comissão de Ética e para a polícia. Agora, vou aguardar para saber o que vai dar. Se quiserem me cassar, que cassem. Vou tocando a minha vida”.

Além do registro na Defaz, a Assembleia Legislativa deverá convidar para oitiva o diretoria da PJC (Polícia Judiciária Civil) e dois investigadores apontados como servidores pressionados para direcionamento do caso.

O chamamento decorre de carta protocolada pelo prefeito Emanuel Pinheiro no Legislativo sobre suposto uso político da Delegacia Fazendária.

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