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DENÚNCIA

Pinheiro pede que a Assembleia investigue pressão na PJC para 'incrimina-lo' em caso de compra de votos

Prefeito diz que delegados da Defaz teriam sido "incumbidos" de levar fatos que levassem à ligação dele com a suposta compra da cassação de vereador

Reinaldo Fernandes

Repórter

02/12/2019 16h56 | Atualizada em 03/12/2019 08h03

Pinheiro pede que a Assembleia investigue pressão na PJC para 'incrimina-lo' em caso de compra de votos

Reprodução/Internet

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) protocolou na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (2),  um pedido de investigação a suposta tentativa da Polícia Judiciária Civil de articular atos em investigação para prejuízo a ele.
 
O conteúdo tem relação com a denúncia da servidora do Hospital São Benedito sobre a compra de votos na Câmara de Cuiabá para a cassação do vereador Abílio Junior (PSC). Na quarta-feira (27), ela prestou depoimento à Defaz (Delegacia Especializada de Crimes Fazendários) detalhando o assunto.



No pedido de investigação, Pinheiro diz que dois delegados teriam sido imcubidos de incrimina-lo na apuração dos fatos. Ele cita os delegados Anderson Veiga e Lindomar Tofoli. O pedido está sob a responsabilidade da Procuradoria Legislativa.

O protocolo da denúncia na Assembleia foi confirmada ao Circuito Mato Grosso pela assessoria do prefeito. Já a assessoria do governo disse que a PJC deverá se manifestar ainda hoje sobre o conteúdo da denúncia.

O caso da suposta compra foi revelada em oitiva à Comissão de Ética e Decoro da Câmara de Cuiabá, na semana passada, no processo que pode gerar a cassação do vereador Abílio Junior.

A funcionária do hospital São Benedito, arrolada como testemunha de acusação pelo diretor do São Benedito, Ozéas Machado, autor do pedido de cassação, disse ter ido à casa do vereador Juca do Guaraná (Avante), cinco dias antes da data do oitiva, para receber orientação sobre o  que falaria.

Na ocasião, ela disse ver alguns vereadores receber dinheiro do suposto acordo e ter ouvido que vídeos de encontros estavam sendo gravados. No dia seguinte à oitiva, em depoimento à Polícia Civil, ela confirmou a mesma história e acrescentou que o pagamento feito aos vereadores, a maioria da base, é R$ 50 mil, com promessa de R$ 20 mil aos servidores que fizessem depoimento de uma versão que corroborasse a suspeita de quebra de decoro de Abílio.

Ela disse ter visto o prefeito Emanuel Pinheiro na casa de Juca do Guaraná no dia em que foi recebida para a orientação. A relação entre o prefeito e Abílio é uma das mais conflituosas no cenário político de Cuiabá.
 



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