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COMPRA DE CASSAÇÃO

Prefeito diz que história de compra de votos é 'absurda' e chama funcionária de 'louca'

Emanuel Pinheiro disse que irá "até às últimas consequências" para que versão real em torno de cassação de Abílio Junior venha a público

Reinaldo Fernandes

Repórter

02/12/2019 13h40 | Atualizada em 02/12/2019 14h34

Prefeito diz que história de compra de votos é 'absurda' e chama funcionária de 'louca'

Reprodução/Internet

O prefeito Emanuel Pinheiro disse nesta segunda-feira (2) ser “absurda” a denúncia feita por uma funcionária do Hospital São Benedito de sua ligação a suposta compra de votos entre vereadores para a cassação do Abílio Junior (PSC).



“Vai vir a público [a versão real da história], a mentira tem perna curta. É tamanho o absurdo que, por mais sem ética que possa ser, chega e fala do prefeito da capital sem ter a dimensão… é uma coisa assustadora”.

“Ela [a funcionária que fez a denúncia] vai ter que provar [a versão de compra de votos], vai ter que mostrar quem está por trás dela, porque agora eu vou até às últimas consequências. Ela falou que tem vídeo, que tem áudio, então, ela tem que entregar publicamente para a imprensa e a polícia”, disse o prefeito em live ao site O Factual.

O prefeito sugeriu ligação da servidora com vereadores opositores, num processo de assumir postura de ataque à sua figura por “não serem capazes” de encontrar problemas na gestão de Cuiabá. Ao comentar o suposto vínculo, Pinheiro chamou de servidora de “mentirosa”, “louca” e “desclassificada”.



“Setores da oposição tem agido em relação a mim com total falta de respeito, baixaria. Alguns setores da oposição preferente o caminho do ataque já que o pela gestão não estão conseguindo. Pra mim é uma louca, uma mentirosa, uma criminosa - que ela tem que provar o que ela falou”.

O caso da suposta compra foi revelada em oitiva à Comissão de Ética e Decoro da Câmara de Cuiabá, na semana passada, no processo que pode gerar a cassação do vereador Abílio Junior.

A funcionária do hospital São Benedito, arrolada como testemunha de acusação pelo diretor do São Benedito, Ozéas Machado, autor do pedido de cassação, disse ter ido à casa do vereador Juca do Guaraná (Avante), cinco dias antes da data do oitiva, para receber orientação sobre o  que falaria.

Na ocasião, ela disse ver alguns vereadores receber dinheiro do suposto acordo e ter ouvido que vídeos de encontros estavam sendo gravados. No dia seguinte à oitiva, em depoimento à Polícia Civil, ela confirmou a mesma história e acrescentou que o pagamento feito aos vereadores, a maioria da base, é R$ 50 mil, com promessa de R$ 20 mil aos servidores que fizessem depoimento de uma versão que corroborasse a suspeita de quebra de decoro de Abílio.

Ela disse ter visto o prefeito Emanuel Pinheiro na casa de Juca do Guaraná no dia em que foi recebida para a orientação. A relação entre o prefeito e Abílio é uma das mais conflituosas no cenário político de Cuiabá.
 

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