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PROPINAS NA ASSEMBLEIA

José Riva nega acordo de delação premiada com o Ministério Público

Em nota à imprensa divulgada nesta quarta-feira (9), Riva afirma que os documentos vazados são apócrifos e que “jamais foram protocolizados no Ministério Público” pela sua defesa

Reinaldo Fernandes

Repórter

09/10/2019 17h28 | Atualizada em 09/10/2019 16h41

José Riva nega acordo de delação premiada com o Ministério Público

Reprodução/Internet

O ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, nega que tenha assinado acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado (MPE) com informações sobre suposta operação de pagamento de propinas a deputados, durante o tempo em que exerceu mandatos de deputado estadual.



Em nota à imprensa divulgada nesta quarta-feira (9), Riva afirma que os documentos vazados são apócrifos e que “jamais foram protocolizados junto ao Ministério Público” pela sua defesa.

“[José Riva] tem colaborado já há algum tempo com as investigações promovidas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, porém não firmou, até a presente data, nenhum acordo de delação premiada”, diz trecho da nota.

Logo em seguida, ele também nega que os documentos identificados como da delação premiada tenham sido vazados pelo Ministério Público, visto que nenhum acordo de colaboração fora assinado.



“[José Riva] está adotando as medidas jurídicas necessárias para identificar os autores e responsabilizá-los pela distribuição dos malsinados documentos”. (Leia nota na íntegra abaixo)

Informações publicadas pela imprensa desde o fim de semana delatam um esquema de pagamento de propinas para até treze parlamentares, de 1997 a 2015, anos em que Riva transitou entre a presidência e a primeira-secretaria da Assembleia. A soma dos mensalinhas seria de R$ 38 milhões que vieram de transferência do bicheiro João Arcanjo e empresários por meio factorings. As restituições teriam sido feitas por meio de desvio de dinheiro da Assembleia.

Conforme o jornal A Gazeta, o depoimento em delação foi dado para a chefe da Gaeco (Grupo Especial de Atuação e Combate ao Crime Organizado), Ana Cristina Bardusco. Ontem (8), o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM) disse que procurou alguns membros do Ministério Público para se informar sobre a suposta delação. Mas, o acordo foi negado.

Hoje, a reportagem procurou a assessoria de imprensa do órgão para comentar a decisão de Botelho e houve resposta de que, por se tratar de algo com sigilo judicial, não poderia se manifestar sobre o assunto nem mesmo para confirmar ou negar a existência da colaboração.

Nota de Esclarecimento

O ex-Deputado Estadual José Geraldo Riva, tendo em vista as matérias recentemente publicadas na mídia, envolvendo o seu nome em suposta Delação Premiada, celebrada com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, vem esclarecer que:

1) Os documentos apócrifos que têm circulado perante os meios de comunicação, intitulado como sendo “proposta de colaboração premiada” jamais foram subscritos pelo ex-Deputado;

2) Os referidos documentos jamais foram protocolizados junto ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso;

3) Tem colaborado já há algum tempo com as investigações promovidas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, porém não firmou, até a presente data, nenhum acordo de delação premiada com o MP/MT;

3) Tem plena convicção que os sobreditos documentos não foram fornecidos pelo MP/MT, até porque o ex-Deputado, como já dito, jamais os assinou;

4) Está adotando as medidas jurídicas necessárias para identificar os autores e responsabilizá-los pela distribuição dos malsinados documentos.

Cuiabá/MT, 09 de outubro de 2019

Ex-Deputado José Geraldo Riva

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