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CASO DE MAIO

Câmara investigará vereador Abílio Junior por suposta invasão à casa do prefeito

Comissão de Ética deu parecer favorável ao procedimento e o presidente Misael Galvão (PSB) decidiu pela instalação contra opositor a Emanuel Pinheiro

Reinaldo Fernandes

Repórter

13/08/2019 14h51 | Atualizada em 13/08/2019 17h05

Câmara investigará vereador Abílio Junior por suposta invasão à casa do prefeito

Reprodução/Internet

A Câmara de Cuiabá irá investigar a conduta do vereador Abílio Junior (PSC) por quebra de decoro, na confusão na casa do prefeito Emanuel Pinheiro, em maio deste ano. O procedimento aberto nesta terça-feira (13) se baseia nas ações do vereador com implicação policial, por causa de suposto roubo de telefone celular por um vigia e suposta tentativa de invasão à casa do prefeito.



Na sessão na Câmara houve tumulto no momento em que o procedimento foi apresentado em plenário, com parecer favorável da Comissão de Ética e deferimento da presidência da Câmara. Abílio Junior disse que a investigação é tendenciosa e favorece o prefeito Emanuel Pinheiro. O primeiro motivo seria por procedimentos semelhantes contra outros vereadores não teriam sido aprovados, e o segundo por 18 membros do plenário fazerem parte da base de apoio de Pinheiro.

“Essa investigação é política. Os mesmos vereadores que apoiaram o procedimento, não apoiaram a investigação ao prefeito no caso do dinheiro no paletó, o que tem provas que sustentam a investigação. A ação contra mim nem objeto tem, o próprio delegado da polícia que analisou o caso falou isso”, disse Abílio.

O presidente Misael Galvão (PSB) respondeu dizendo que Abílio Junior sofre de “despreparo emocional e de incapacidade de dialogar politicamente” e considerou as críticas do vereador “sem fundamento”. “Aqui tem limites, tem ética, tem respeito”.



Vistoria com live

 Os supostos casos de quebra de decoro ocorreram no dia 9 de maio, durante “fiscalização”, pelo vereador Abílio Junior, de obra na casa do prefeito Emanuel Pinheiro. O vereador fazia uma live no Facebook, quando teve o celular tomado pelo segurança de Emanuel Pinheiro e o caso foi parar na delegacia.

À época, estava em andamento serviços de ampliação do telhado e construção de uma laje na casa do prefeito, e devido a proporção da construção e reforma, seria necessário um alvará de obras para ser executada, o que Abílio disse que não existia. A denúncia teria sido feita por pessoa que mora próxima ao prefeito, no bairro Jardim das Américas.

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