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SINDICATO REAGE

Gastos com TI aumentaram até três vezes com descentralização de serviços no Governo de MT

Presidente do sindicato que representa servidores da área afirma que secretarias gastaram dinheiro com produtos não recomendados pela MTI.

Reinaldo Fernandes

Repórter

16/01/2019 15h05 | Atualizada em 16/01/2019 15h35

Gastos com TI aumentaram até três vezes com descentralização de serviços no Governo de MT

Reprodução/Assessoria Imprensa

Os serviços de tecnologia da informação em Mato Grosso ficaram até três vezes acima por falta de centralização de comando. Isso significa que pouco mais de R$ 1 bilhão gastos desde o governo Blairo Maggi (2002-2010), poderiam ter economizado aproximadamente R$ 300 milhões.

A avaliação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados e Serviços de Informática (SINDPD), João Figueiredo. Ela afirma que descentralização de demandas é o principal vilão da cifra astronômica.

“Desde o governo Blairo Maggi, as secretarias começaram a criar independência na contratação de serviços da MTI (Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação). Passaram a contratar os serviços mesmo com recomendação contrária por causa, apontando para prejuízos”, pontua o sindicalista.

 Ele cita como exemplo o software comprado pela Sesp (Secretaria de Segurança Pública) para o monitoramento de Cuiabá durante a Copa do Mundo de 2014. Os equipamentos estão em baixo uso e custam despesas milionárias ao Estado.

“É uma complexidade gigante para a manutenção do software adquirido pela Sesp para monitoramento de segurança durante Copa do Mundo. Agora, os equipamentos quase não tem uso e se paga um preço para a manutenção”.

O sindicalista também cita o sistema operacional do Detran-MT, que nos últimos anos tem apresentado falhas na rodagem do programa e transtorno na prestação de serviços.

“Nós dissemos para o Dentran-MT que não era recomendável adquirir o sistema, que hoje eles tem para atendimento ao público, porque já tínhamos visto que iria dar problemas. Mesmo, foram direto ao governo, que autorizou a compra”.

A falta de comunicação reflete nos gastos que estão sendo levantados pelo governador Mauro Mendes.  Conforme João Figueiredo, os quase R$ 1 bilhão gastos, 80% foram despachados diretamente por titulares de secretarias.

“Se houver comunicação e integração dos serviços, os gastos de tecnologia podem ser reduzidos em duas, três vezes. Para isso, o Estado tem que tomar a posição de gestão do serviço e não se manter como cliente, sem assumir o controle. A segunda opção sairá muito mais caro”.

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