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TRANSPORTE E INFRAESTRUTURA

Justiça homologa delação de ex adjunto investigado em desvio de R$ 300 milhões

Juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues acatou pedido do Ministério Público de esmiuçar investigação de fraude durante o governo de Silval Barbosa

Da Redação

Equipe

08/11/2018 16h10 | Atualizada em 08/11/2018 16h13

Justiça homologa delação de ex adjunto investigado em desvio de R$ 300 milhões

Reprodução/Internet

A Justiça estadual deferiu o acordo de delação premiada do ex-secretário-adjunto de Transporte e Pavimentação, Valdísio Juliano Viriato, investigado por participação em esquema de desvio de dinheiro público na pasta. A colaboração foi aceita pelo juiz da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, atendendo pedido de do Ministério Público do Estado (MPE) de pormenorizar a investigação. 



O acordo foi homologado no dia 30 de outubro, com publicação no Diário Oficial de Justiça nesta quinta-feira (8). Hoje também ocorreu a primeira audiência de instrução do caso.  

Valdísio Juliano Viriato é investigado pela quinta fase da Operação Sodoma, que apura crimes de pagamento de propina e fraudes em contratos assinados entre o Estado e empresas durante o governo de Silval Barbosa (2010-2014).  

Também estão na lista de investigados Silval Barbosa; os ex-secretários César Zílio, Pedro Elias e Francisco Faiad; o ex-chefe de gabinete, Silvio César Corrêa Araújo; o ex-secretário-adjunto de Administração e coronel da Polícia Militar, José de Jesus Nunes Cordeiro; os empresários Juliano Cézar Volpato e Edézio Corrêa e os ex-servidores de Transportes, Alaor Alves Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi. 



O Valdísio Juliano Viriato é réu confesso, admitindo que ajudou a operar um esquema que pagou cerca de R$ 300 milhões a empresas beneficiadas em processo licitatório. 

Conforme o Ministério Público, as empresas Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática LTDA. foram utilizadas para desvios de recursos e recebimento de vantagens indevidas, por meio das secretarias de Administração (SAD, extinta) e de Transporte e Pavimentação Urbana  (Septu), antes Secretaria de Infraestrutura (Sinfra). 
  
Os R$ 300 milhões identificados como desvio teriam sido pagos entre 2011 a 2014 em licitações fraudadas. Do dinheiro mesmo dinheiro, foram feitos pagamentos de propinas em benefício da organização criminosa cuja soma é estimada em R$ 8,1 milhões. 

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