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Paulo Borges diz que PSDB passará por 'depuração' após derrota nas eleições

Presidente do diretório estadual afirma que tucanos ainda vão analisar 'erros e equívocos' que levaram ao resultado ruim, com perda de mandatos

Reinaldo Fernandes

Repórter

11/10/2018 17h04 | Atualizada em 11/10/2018 15h19

Paulo Borges diz que PSDB passará por 'depuração' após derrota nas eleições

Reprodução/Internet

O presidente do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges, disse que o partido deverá passar por depuração com o fiasco nas eleições 2018. Sua avaliação é que os efeitos sejam sentidos nas eleições de 2020 com reconfiguração da sigla e eventual perda de filiados.

O PSDB tinha um histórico contundente em Mato Grosso com vitória expressiva em eleições gerais, com seus candidatos sempre eleitos adversários com a grande maioria dos votos. Neste ano, nenhum candidato foi emplacado para a majoritária e nas proporcionais a quantidade foi reduzida até a zero.

“O partido vai passar por uma depuração novamente. Isso aconteceu no período pós Dante de Oliveira, e agora a tendência natural é que iremos perder alguns prefeitos. É natural. É da política, da democracia e isso sempre aconteceu, e nós vamos continuar com o nosso ideal”.

O resultado tucano nas eleições 2018 surpreendeu até os filiados menos otimistas. Além do terceiro lugar do candidato à reeleição ao governo, Pedro Taques, que recebeu 271.952 votos, concentrados em apenas quatro cidades, Nilson Leitão não conseguiu emplacar vaga mesmo dando largada na campanha como um dos favoritos. Num momento de aproximação com Jayme Campos (DEM), a avaliação era que a eleição era certa.

Leitão encerrou a disputa no quinto lugar com 12% dos votos válidos (330.430), abaixo de candidatos que ao longo da campanha eram ditos como menos favoritos, como Carlos Fávaro (PSD), que recebeu 15,80% e ficou na terceira posição, e Adilton Sachetti, o quarto colocado, com 12,10%.

“Aceitamos o resultado em nível estadual. O Pedro Taques não teve um desempenho razoável. A população mato-grossense entendeu que o candidato Mauro Mendes (DEM) é a melhor pessoa para conduzir o Estado nos próximos quatro anos. Temos que entender isso com humildade”, disse Borges.

“Uma série de fatores convergiu para a derrota de nossos principais líderes. Nós queremos fazer um debate ampliado das falhas e dos equívocos que cometemos. Na derrota a gente faz autoanálise. Em toda vitória se tem muito pouco esse discernimento, e na derrota se faz uma análise minuciosa”, complementou.

Na Câmara Federal, o partido perdeu sua única cadeira que hoje é ocupada por Nilson Leitão. O tucano mais bem colocado na disputa foi Vander Masson que teve 27.044 votos, só o suficiente para lhe garantir 17ª posição.

O partido continua com representantes na Assembleia Legislativa, mas com perda da metade das vagas hoje ocupadas. Guilherme Maluf foi o único a ter votos para eleição por coeficiente. Ele recebeu 29.959 votos (1,98%) e ficou na sexta colocação no resultado geral. Wilson Santos recebeu  14.855 votos e ficou 29ª colocação; seu mandato será renovado por participação na cota de votos em legenda. Saturnino Masson não conseguiu votos para eleição e nem entrou para essa lista; Baiano Filho não disputou reeleição.

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