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OPERAÇÃO CASH DELIVERY

Ex-governador de Goiás Marconi Perillo é preso ao prestar depoimento na PF

O político é investigado por suspeita de ter de recebido R$ 12 milhões em propina de empreiteiras para os pleitos eleitorais em 2010 e 2014

11/10/2018 08h14 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00 1 comentario

Ex-governador de Goiás Marconi Perillo é preso ao prestar depoimento na PF

© Wilson Dias

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) foi preso nesta quarta-feira (10). Ele se apresentou à Polícia Federal para prestar depoimento no âmbito da operação Cash Delivery.

O ex-governador tinha depoimento marcado para as 15h. O político é investigado por suspeita de ter de recebido R$ 12 milhões em propina de empreiteiras para os pleitos eleitorais em 2010 e 2014. A operação é decorrência de delações da Odebrecht na operação Lava Jato.

Em nota, o advogado Antônio Carlos Almeida, conhecido como Kakay, se disse “perplexo” e “indignado”. “Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex-governador.”

Eis a nota completa da defesa:

“A Defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registrar a completa indignação com o decreto de prisão na data de hoje. O Tribunal Regional da Primeira Região ja concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1. Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex Governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados. A Defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham comtemporaneidade. Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos.

FONTE: Poder 360

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