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ESCUTAS TELEFÔNICAS

Wilson Santos quer investigar membros da Polícia Militar em CPI dos grampos

Vice-líder do governo afirma que sargentos, tenentes, capitães e outros membros da corporação são citados em depoimento sobre monitoramento ilegal

Reinaldo Fernandes

Repórter

08/08/2018 09h20 | Atualizada em 08/08/2018 09h36

Wilson Santos quer investigar membros da Polícia Militar em CPI dos grampos

Reprodução/Internet

O vice-líder do governo, deputado Wilson Santos (PSDB), diz que sua proposta de CPI para investigar grampos telefônicos se estende a membros da Polícia Militar, supostamente identificados como beneficiários da central de escutas. O escopo incluiria desembargadores, delegados, sargento e capitão, por exemplo.

“A base governista não tem nenhum receio da CPI, estamos prontos, o governo nosso é transparente, doa a quem doer. Agora é aquela proposta de fazer uma CPI ampla, geral e totalmente irrestrita. Porque durante todo esse processo da grampolândia houve citação de que desembargadores, juízes praticaram barriga de aluguel; delegado da polícia, tenente, capitão, cabo, major, secretário do Estado, enfim. Então, se for para fazer uma CPI que seja de cabo a rabo, do início ao final”, disse.

Ontem (7), Wilson Santos apresentou um requerimento da instalação CPI travessando a articulação que vinha sendo feita pela líder da oposição, deputada Janaína Riva (MDB). A estratégia tumultuou a sessão na Assembleia Legislativa pela manhã, pois dois pedidos de CPIs foram apresentados. Janaína Riva apresentou seu requerimento após identificar que o requerimento de Santos teria nenhuma assinatura. A confusão levou parlamentares que haviam assinado as duas listas a retirar seus nomes com a alegação de manobra eleitoreira pelos deputados articuladores da investigação.

Ao fim da segunda sessão do dia, o deputado Wilson Santos comentou o assunto e considerou como “normal” o choque de pedidos e negou fez manobra para atrapalhar a instalação da comissão da oposição. “Eu fui o primeiro a me inscrever [para falar em plenário] e no pequeno expediente fiz leitura requerimento, e nós temos 11 assinaturas. Depois, de forma legítima, três deputados pediram da tribuna da Casa para retirar seus nomes. Onze menos três, oito [1/3 dos deputados, proporção mínima para apresentação do pedido]”.

O vice-líder disse que o requerimento com oito assinaturas foi repassado para a presidência da para averiguação do documento. Isso significa que a direção tem dois documentos protocolados com pedidos de instalação da comissão investigativa. Neste terça, logo após o encerramento da sessão da manhã, a deputada Janaína Riva disse que aguarda a acatamento de seu pedido e a instalação da CPI num prazo de 48 horas.

A disputa entre base e oposição está na data de início das escutas telefônicas. Santos diz que o esquema começou a ser operado em 2011, enquanto a Janaína Riva segue depoimento de envolvidos que marcar o início em 2014, ano em que Pedro Taques foi eleito ao governo de Mato Grosso. Na primeira situação, o foco das investigações se afasta do governador e engloba outros nomes, tirando a atenção do lado político dos grampos.

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