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LEGISLATIVO

Eduardo Botelho diz que votação de peça orçamentária será adiada

Presidente da AL afirma que irá discutir prazo de dilatação esta semana. Líder do governo prevê apresentação em plenário na quinta (12)

Reinaldo Fernandes

Repórter

09/07/2018 14h15 | Atualizada em 10/07/2018 16h24

Eduardo Botelho diz que votação de peça orçamentária será adiada

Arquivo CMT

A votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) será adiada pela presidência da Assembleia Legislativa. O deputado Eduardo Botelho (DEM) disse que discutirá o assunto nesta semana com os deputados para saber o prazo de adiamento.

“O texto não será votado esta semana. Ainda não sei por quanto tempo, mas a votação será adiada. Vou me reunir com os deputados para discutir o prazo. Mas certeza que ela não será votada esta semana”, disse o parlamentar, por telefone, ao Circuito Mato Grosso. O adiamento de entrada do projeto em plenário foi pedido pela deputada Janaína Riva (MDB), para analisar pontos elaborados pelo Executivo.

A líder da oposição disse acreditar que o texto tinha até trinta dias para entrar na pauta da casa. “Não acredito que seja votado esta semana. O Botelho tinha dito que aguardaria por mais trinta dias [para a apresentação da LDO]”, disse Riva à reportagem, por telefone.

Até o momento, quatro deputados apresentaram 18 emendas ao texto da LDO. O prazo para revisão encerrou na última quinta (5). Mas o deputado Zeca Viana (PDT) disse que ainda irá analisar a proposta para acrescentar novas emendas ao original. “Estou com algumas ideias na cabeça, mas ainda preciso ver o texto para saber como fazer. Estive duas semanas afastado e volta agora para a Assembleia, ainda vou me inteirar do que está acontecendo”.

A decisão do presidente da Assembleia deve furar o cronograma do líder do governo, Wilson Santos (PSDB), para a tramitação da LDO, com votação prevista para o dia 12 deste mês (próxima quinta). Santos também chefia a Comissão Orçamentária e diz que a Assembleia deve cumprir seu regimento para a saída de recesso dos deputados no meio do ano.

O projeto de Lei Orçamentária prevê a quantia de R$ 19 bilhões para o Estado em 2019, estimativa 6,5% abaixo do orçamento fechado em 2017 para este ano. A maior fatia está destinada para o Executivo, R$ 15,9 bilhões; outro R$ 1,016 bilhão será destinado para o Judiciário; R$ 506 milhões para a Assembleia Legislativa; e R$ 357 milhões para o Tribunal de Contas (TCE). O Ministério Público do Estado (MPE) deve receber R$ 410 milhões e a Defensoria Pública, R$ 126 milhões.

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