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ELEIÇÕES 2018

Fagundes não descarta coligar com PSL após desistência de Rossato

Senador Wellington Fagundes, candidato ao governo, disse que poderá conversar com o partido se eles tiverem interesse e reforçou que não veta nomes

Camilla Zeni

Jornalista

11/06/2018 13h20 | Atualizada em 11/06/2018 13h41

Fagundes não descarta coligar com PSL após desistência de Rossato

Reprodução/Internet

O senador Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao governo do Estado, deixou em aberto a possibilidade de coligação com o PSL, partido que tem Jair Bolsonaro como presidenciável e a ex-juíza Selma Arruda na disputa ao senado. A declaração foi dada em entrevista à rádio Capital FM, nesta segunda-feira (11).

Nesta manhã, o pré-candidato reforçou a bandeira que tem levantado desde o começo de sua candidatura: “é necessário ter a capacidade de dialogar com todos”. A resposta foi dada ao questionamento sobre possível coligação entre os partidos de Wellington e Selma Arruda, possibilidade que surgiu após o pré-candidato do PSL ter anunciado sua desistência por divergências com o presidente da legenda em Mato Grosso, o deputado federal Victório Galli, o que faria a ex-juíza disputar sua primeira eleição em chapa branca.

“Nós não temos nenhum veto a pessoas, partido ou segmento político-social do estado. Aqueles que tiverem interesse em conversar conosco, nós conversaremos”, ponderou o pré-candidato. Fagundes também considerou a importância das alianças em possibilidade de as eleições chegarem à segundo turno.

“Eu sempre digo que ganhar eleição é uma fase muito difícil, mas também governar é muito difícil e já começa pela campanha eleitoral. É importante essa capacidade de dialogar com todos porque também existe a possibilidade de eleição em dois turnos”, observou, lembrando a importância do apoio daqueles que não passarem na primeira peneira.

Atualmente a candidatura de Fagundes ao governo conta com o apoio de seis partidos, sendo eles o MDB, PR, PTB, PP, PSD e PCdoB. Desses, três já possuem indicações para vagas no senado federal. Na composição, os indicados são Carlos Fávaro pelo PSD, Margareth Buzetti pelo PP e a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, pelo PCdoB. Com a coligação com o PSL, teria-se um quarto nome à disputa por apenas duas vagas.

Exigências do MDB

Fagundes também comentou a respeito da exigência feita pelo presidente estadual do MDB, Carlos Bezerra, de indicar (leia-se impor) o nome do candidato à vice-governador. Ao partido, o senador garantiu que ainda não está no momento de ter tais discussões sobre a composição de chapa.

“O vice será discutido no momento certo, acredito que próximo às convenções, que serão no mês de julho, agosto”, respondeu. Ainda, o pré-candidato reforçou que não irá vetar nomes indicados e que tem o objetivo de “construir uma aliança forte e confiável para trazer segurança ao eleitor mato-grossense”.

Por fim, Fagundes observou, no entanto, que as indicações do MDB serão consideradas, uma vez que o partido tem grande relevância estadual e nacionalmente. Ele disse: “O MDB é um partido muito forte, enraizado, presente em todos os municípios de Mato Grosso e tem força nacional, então é natural que ele esteja presente em todas as discussões”.

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