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DIREITO DO TRABALHADOR

Garcia diz que reforma da Previdência não será votada antes da eleição

Líder da bancada mato-grossense em Brasília admite que se não votaram ano passado, agora, com eleições, tudo é mais difícil ainda

Celestino Carlos

Jornalista

15/05/2018 11h00 | Atualizada em 15/05/2018 11h14

Garcia diz que reforma da Previdência não será votada antes da eleição

Reprodução/rede social

O grande impasse da reforma da Previdência é assunto que deixa muitos brasileiros na dúvida pela maneira como afeta a vida dos trabalhadores. Parece que o desfecho está longe de ser resolvido pela Câmara pela Deputados, segundo as declarações do deputado federal Fábio Garcia (DEM), durante entrevista a rádio Jovem Pan. Para ele, não há possibilidade dessa votação ocorrer antes do período das eleições.

“Acredito que seja de fato muito difícil e improvável acontecer antes do processo eleitoral, pois já tivemos muita dificuldade ano passado em votar essa reforma, e agora, nas proximidades do processo eleitoral, é mais difícil ainda”, argumentou Garcia.

O deputado esclareceu que as votações têm acontecido e que a Câmara dos Deputados tem exercido o seu papel de discutir todos os projetos e processos que estão sob a competência da casa.

“Semana passada, nós votamos o projeto do Cadastro Positivo, isso faz com que os bancos tenham dados, uma espécie de histórico do crédito das pessoas, no sentido de baixar a taxa de juros básicos”, afirmou.

De acordo com o deputado federal, apenas as votações mais simples como esta estão sendo votadas, outras questões mais delicadas e com alta complexidade, como é o caso da reforma da Previdência, não estão entrando em pauta.

“Reformas mais amplas e profundas, essas terão dificuldades de ser votadas neste período, o que é muito natural”, comentou.

Ainda de acordo com as explicações do deputado federal, o Brasil precisa urgentemente realizar uma reforma de Estado. Nas palavras de Garcia, o brasileiro trabalha muito, o estado arrecada e toda sociedade sofre com alta carga tributária de uma máquina ineficiente.

“Não há mais como o cidadão brasileiro trabalhar tanto, arrecadar impostos, sofrer com uma carga tributária tão alta, e todo esse dinheiro arrecadado está sendo drenado, sugado para custear uma máquina estatal que criamos, e a constituição de 1988 permitiu a criação deste modelo burocrático ineficiente e muito cara”, argumentou.

Para arrumar essa questão tributária no país, o deputado federal acredita que o melhor caminho que a esfera pública deve realizar como medida para resolver toda situação é corte de verbas, redução de gastos e diminuição de ministérios.

“Os poderes precisam sentar juntos numa mesa, e diminuir seu tamanho, cortar privilégios, cortar número de ministérios nos estados. Uma hora o cidadão não vai aguentar e vai se rebelar contra isso e o Brasil vai ser obrigado a enfrentar essa reforma.”, concluiu Fábio Garcia.

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