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ELEIÇÕES 2018

PSD vive racha interno e convoca reunião para definir se apoiará Pedro Taques

Membros da legenda possuem divergência sobre Pedro Taques e deverão fazer votação para definir possível apoio

Da Redação

Equipe

21/03/2018 17h30 | Atualizada em 21/03/2018 19h10

PSD vive racha interno e convoca reunião para definir se apoiará Pedro Taques

GCom-MT

Representantes do PSD se reúnem na noite desta quarta-feira (21) para definir se irão apoiar a reeleição do governador Pedro Taques (PSDB). O encontro, que acontece a partir das 19h na sede do partido, tem como objetivo resolver o racha interno que surgiu em relação ao apoio da legenda ao tucano. Enquanto alguns membros defendem a permanência na base de Taques, outros acreditam que o partido deve se desvincular dele.

Nos bastidores, muitos davam como certo que o Partido Social Democrático deixaria o grupo do governador. No entanto, a legenda informou, por meio de nota, que ainda não tomou uma decisão referente ao assunto. “Ainda não está definida a posição do partido nas eleições de 2018”, disse.

O partido assegurou que a decisão sobre a possível mudança de lado da legenda somente acontecerá em caso de a maioria do grupo apoiar o fato. “[Será] uma decisão conjunta sobre a permanência ou não do PSD na base do governo. Ressaltamos ainda que o PSD é um partido que toma decisões em conjunto com seus membros e não de forma isolada, sem ouvir sua base”, pontuou.

A reunião promete ser polêmica, porque o clima de divergência dentro do partido vem imperando durante as últimas semanas. O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) se manifestou publicamente a favor do apoio da legenda ao governador. Para o parlamentar, a melhor alternativa é permanecer com o tucano.

Fabris classificou os pedidos para que a legenda mude de lado como “coisa de quem quer detonar o governo em prol de outras candidaturas".

Outros membros da legenda, porém, afirmam que o partido deve apoiar outra candidatura ao Executivo estadual nas eleições deste ano. Para estes, o governo de Pedro Taques não apresentou os resultados esperados e apoiar uma outra legenda ou até mesmo uma candidatura própria seria o mais viável.

Diante do impasse, o vice-governador Carlos Fávaro tem preferido manter a discrição e não se manifesta sobre o assunto. “O PSD hoje não tem mais cacique, manda-chuva, alguém que decide sozinho e impõe a sua vontade de cima pra baixo, não existe isso. Estamos fazendo uma política democrática, ouvindo as bases, ouvindo os membros de todos os níveis do Estado”, declarou, sem manifestar sua opinião.

A reunião desta quarta-feira, porém, pode não definir o apoio do PSD nas eleições deste ano. Isso porque em caso de o grupo não entrar em acordo, novas reuniões deverão ser realizadas.

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