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RETROSPECTIVA 2017

Governo Taques começou o ano com crise no primeiro escalão

Após a saída da ex-secretária Adriana Vandoni, duas exonerações ocorreram em janeiro, saíram Mário Dorileo (Justiça) e Valdiney Arruda (Trabalho e Assistência Social)

Da Redação

Equipe

23/12/2017 08h00 | Atualizada em 31/12/2017 07h23

O Diário Oficial da primeira semana de janeiro (03/01) publicou as alterações que já haviam sido anunciadas nas secretarias de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Trabalho e Assistência Social (Setas), Procuradoria Geral do Estado e Meio Ambiente (Sema) do governo Taques em 2017.



Márcio Frederico de Oliveira Dorileo, que esteve à frente da Sejudh desde o início da gestão Pedro Taques (PSDB), em 2015, foi exonerado do cargo.

Em seu lugar, o secretário-adjunto da pasta, Enéas Côrrea Figueiredo Junior, assume interinamente até a reforma administrativa do poder executivo ser aprovada na Assembleia Legislativa. Na reforma, o governador Pedro Taques (PSDB) pretende transformar a Sejudh numa Secretaria de Administração Penitenciária.

Outra mudança publicada foi a saída de Valdiney Antônio de Arruda, que estava à frente da Setas. Ele também fazia parte do “elenco original” de Taques, e ocupava o cargo desde janeiro de 2015. Para seu lugar, o governador nomeou o deputado estadual Max Russi (PSB).



Taques confirmou também na Procuradoria Geral do Estado (PGE), Rogério Gallo, ex-procurador do município de Cuiabá. A PGE é uma estrutura institucional que exerce a advocacia pública do Estado de Mato Grosso e defende os interesses das entidades e representações que dela fazem parte. Gallo, substitui Patryck Ayala, que pediu exoneração do cargo em dezembro.

O poder executivo também promoveu Alex Sandro Antônio Marega, que deixa de ser assessor especial II e passa a ocupar o cargo de secretário-adjunto de gestão ambiental, na Sema. A mudança, no entanto, é mais polêmica nesse caso: Marega foi um dos denunciados em 2010 na “Operação Jurupari”.

Deflagrada pela Polícia Federal, a investigação apurou um esquema que envolvia madeireiros, engenheiros florestais e servidores públicos da pasta na produção e aprovação de licenciamentos ambientais irregulares. Marega entra no lugar de Carlos Henrique Gabriel Kato, nome que já foi cotado em 2016 para assumir a gestão da Sema.

Desde as eleições de 2016, Taques tem promovido alterações no secretariado. Entre os nomes que assumiram recentemente, estão do deputado Wilson Santos (PSDB) na Secretaria de Cidades e do jornalista Kleber Lima, no Gabinete de Comunicação Social.

O delegado Fausto Freitas, que respondia pelo Intermar, ocupa agora o Gabinete de Transparência e Combate a Corrupção.

O outro lado

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) entrou em contato com o Circuito Mato Grosso e afirmou que a escolha do analista ambiental Alex Sandro Antônio Marega para o cargo de secretário adjunto de Gestão Ambiental "é validada por critérios técnicos e também por competência".

"O servidor Alex Marega esteja entre os denunciados, em 2010, na Operação Jurupari, as alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) referentes ao processo (em anexo) pedem a absolvição dele de todos os crimes (páginas 4.561 e 4.562), além disso, concluíram que a denúncia foi feita de forma irresponsável (página 4.555)".



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