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Política - Página 1169

Marco Feliciano ataca católicos: ‘religião morta e fajuta’

Marco Feliciano ataca católicos: ‘religião morta e fajuta’

  Em um vídeo que circula na internet, repleto de críticas à Igreja Católica, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) afirma que os católicos adoram Satanás e que têm o corpo “entregue à prostituição” e “a todas as misérias dessa vida”.

Com Dirceu e Genoino, PT debate ação anticorrupção

Com Dirceu e Genoino, PT debate ação anticorrupção

  Com a presença de José Dirceu e de José Genoino, condenados no julgamento do mensalão, a cúpula do PT discutiu ontem o formato de uma campanha publicitária pela reforma política, contra a corrupção eleitoral.   A criação da campanha foi objeto de discussão no comando do partidário, que busca uma saída para a crise em que a sigla mergulhou após o mensalão. Para os petistas, levantando a bandeira da reforma, o partido apresenta uma proposta concreta para sair da defesa no caso.   O PT partiu da constatação de que não adianta insistir no argumento de que houve, na verdade, um esquema de caixa dois. No julgamento do escândalo, em 2012, petistas defenderam a tese de que o dinheiro pago a congressistas era doação eleitoral irregular, o que foi rejeitado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).   O principal mote da campanha petista é a adoção do financiamento público exclusivo de campanhas, com o fim das doações privadas. A medida foi classificada pelo presidente da sigla, deputado Rui Falcão, como "a melhor maneira de combater a corrupção e o abuso do poder econômico" nas eleições.   O partido começa a coletar assinaturas para apresentar ao Congresso o projeto de lei de iniciativa popular sobre o assunto. Além do financiamento público, a proposta defende o voto em lista nas eleições para deputado e vereador e a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva sobre o tema.   A primeira versão das peças publicitárias, elaboradas pelo marqueteiro João Santana, foi apresentada ontem ao Diretório do PT e reprovada pelos dirigentes. Em preto e branco e com imagem de cédulas de reais, as peças tratavam como "dinheiro sujo" o financiamento privado de campanhas eleitorais.   Foram consideradas excessivamente agressivas e violentas pelos petistas, que as devolveram para a equipe de marketing.   O partido pretende coletar, até fevereiro, cerca de 1,5 milhão de assinaturas para apresentar o projeto.   Estão previstos, no dia 16, quatro eventos, em Minas Gerais, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo --este último com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na comemoração do aniversário do Sindicato dos Bancários.   Folha.com  

A rotina dos deputados mensaleiros à espera da prisão

A rotina dos deputados mensaleiros à espera da prisão

  Na próxima semana, quatro meses depois do término do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicará o acórdão de cada argumento dos magistrados na condenação dos 25 políticos e empresários  que participaram do maior escândalo de corrupção do país. Com a formalidade, abre-se o prazo de cinco dias para a apresentação de recursos, ainda que a maior parte dos apelos finais dos condenados seja apenas protocolar. Na prática, o acórdão é o prenúncio de que o cumprimento das sentenças se aproxima - para muitos mensaleiros, a hora de enfrentar a prisão.   Condenados por envolvimento no esquema, quatro mensaleiros têm atualmente uma rotina diferente dos demais penalizados no escândalo. Os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), José Genoino (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) detêm mandatos, cujas despesas são bancadas com dinheiro público. Desde que ouviram suas sentenças, os quatro não apresentaram nenhuma proposta de lei, não relataram matérias relevantes e, com exceção de Genoino, não se arriscaram sequer a um discurso em plenário.   Embora tenham optado por submergir, a presença dos mensaleiros nos gabinetes da Câmara acarretaram gastos de quase 2 milhões de reais aos cofres das Casa. Até o mês de março, apenas a gestão dos gabinetes desses deputados movimentou 1,17 milhão de reais. Com contratação de consultorias, pagamento de gasolina e selos postais, foram desembolsados outros 797 717 reais.   Valdemar - No sexto mandato consecutivo na Câmara, Valdemar Costa Neto é, dos quatro deputados mensaleiros, o que mantém as atividades políticas a todo o vapor. Apesar de atuar nos bastidores – ele próprio reconheceu após a condenação nunca ter sido um bom legislador –, continua como homem forte do Partido da República e articulador astuto na barganha por cargos públicos. A aliados, Valdemar confidenciou que não espera a redução de sua pena. Ao todo, foram sete anos e dez meses em regime semiaberto por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.   Ciente de que terá de acertar as contas com a Justiça, Costa Neto já começou a abrir caminho no PR para que o senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP) ocupe a secretaria-geral da sigla quando seu afastamento dos quadros do partido for mesmo inevitável. Suplente da atual ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), Rodrigues chegou ao parlamento após um arranjo político com o PT. No ano passado, para forçar o engajamento de Marta na campanha que elegeu Fernando Haddad à prefeitura paulistana, o ex-presidente Lula conseguiu que ela fosse nomeada ministra.   Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues tem a missão de defender os interesses da ala paulista do PR ante o fortalecimento do braço fluminense da legenda, capitaneado pelo ex-governador Anthony Garotinho, e do grupo do senador mato-grossense Blairo Maggi.   Valdemar Costa Neto foi o primeiro dos mensaleiros a anunciar publicamente a tática de apelar à Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, contra supostos erros processuais do julgamento do mensalão. Mas, para aliados, tem dito que sua intenção é evitar uma “postura Genoino” de enfrentamento ao STF.   Genoino - Ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoino é o parlamentar mensaleiro com perfil mais beligerante entre os condenados. A petistas, afirma “ter direito à indignação”. Penalizado em seis anos e 11 meses por formação de quadrilha e corrupção ativa, ele não fala publicamente sobre o mensalão, mas passa quase todo o dia – chega ao Congresso antes das 8h da manhã – em “articulações políticas”. As “articulações políticas” já haviam sido usadas como argumento central do ex-presidente do PT para tentar se livrar da acusação de partícipe do mensalão. Mas conforme sentenciou a Justiça, a atuação do petista no esquema criminoso foi documentalmente materializada em assinaturas de empréstimos bancários fraudulentos, forjados para camuflar o desvio de dinheiro público usado na compra de apoio político no Congresso.   Mesmo sem votos suficientes para ser eleito deputado – ele chegou ao cargo apenas como suplente –, José Genoino ocupa uma cadeira na poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, colegiado responsável por analisar previamente a viabilidade de projetos de lei. “Ele fala e discursa na tribuna, mas dá para perceber que não é mais o mesmo. Perdeu um pouco do brilhantismo”, afirma um aliado na bancada do PT.    Genoino teve o apoio do PT para retornar à Câmara, mesmo já condenado no mensalão. Atualmente, tem alardeado que pretende “discutir até o fim da vida” a sentença imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Experiente, relata sentir uma “sensação dura” por ter sido condenado. A correligionários, compara a condenação às dificuldades dos anos em que viveu na clandestinidade durante a ditadura militar. O advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o petista no processo do mensalão, resume o estado de espírito do parlamentar à espera do cumprimento da sentença: “Ele é um cliente preocupado, ansioso com o andamento do processo”.   Com patrimônio declarado de pouco mais de 170 000 reais, Genoino terá de cumprir a pena imposta por participação no mensalão em regime semiberto, podendo trabalhar normalmente durante o dia. Interlocutores arriscam que ele deverá atuar como palestrante enquanto vigorar a pena do mensalão.   Henry - Presença constante em escândalos políticos, o deputado Pedro Henry (PP-MT) cumpre o quinto mandato parlamentar consecutivo no Congresso, apesar de ter sido condenado a sete anos e dois meses por participação no mensalão. Conhecido entre desafetos como “o homem da lista” – referência a supostas exigências de propina – o parlamentar, penalizado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, anunciou que, quando a sentença for executada, pretende atender como anestesista durante o dia no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá. Uma das sobrinhas de Henry é sócia da instituição, e ele próprio foi acusado de beneficiar o hospital com um contrato sem licitação para a realização de cirurgias ortopédicas. Aos sábados, o mensaleiro já perambula pelos corredores e consultórios médicos do Santa Rosa e, ocasionalmente, atende pacientes.   Escanteado nas últimas eleições municipais, Henry perdeu um pouco da influência no sudoeste do Mato Grosso, sua base política, mas continua nomeando aliados sem dificuldade no Executivo local. Atua sem contratempos na secretaria estadual de Saúde, onde indicou os dois últimos secretários. “Este será o último mandato do Pedro Henry. Ele vai pegar o legado político e fazer um trabalho de bastidor”, diz o aliado de primeira hora e secretário-geral do PP em Mato Grosso, Ezequiel Fonseca.    Para manter sua influência sobre os políticos mato-grossenses, Henry já trabalha para eleger no próximo ano o ex-deputado Neri Geller, que atuará em Brasília como preposto do mensaleiro. Para dar continuidade à sua atuação na área da saúde, Pedro Henry prepara ainda a inauguração de um hospital particular em Florianópolis, especializado em cirurgias bariátricas. O irmão dele, o ex-prefeito de Cáceres Ricardo Henry, deverá administrar formalmente a instituição.   No dia a dia da Câmara, Pedro Henry é discreto e não discursa em plenário desde 2009. Também não apresentou nenhum projeto de lei desde 2011. Para evitar o constrangimento de ser cobrado por seus atos, aparece publicamente nas votações apenas para registrar presença ou formalizar o voto. No intervalo entre o início da sessão e o momento de abertura das urnas para votação, prefere ficar recluso em seu gabinete.   João Paulo - Condenado a nove anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) é o quarto mensaleiro que atualmente ocupa uma cadeira no Congresso Nacional. Ele já tentou articular com a cúpula da Câmara para evitar que os mensaleiros percam seus mandatos. Ex-presidente da Casa, Cunha se reuniu com os novos dirigentes para discutir como atrasar o inevitável processo de cassação dos mandatos.   Desde que foi condenado, logo no início do julgamento do mensalão, João Paulo Cunha viu suas pretensões políticas ruírem. Foi obrigado a deixar de imediato a disputa pela prefeitura de Osasco (SP). Cabisbaixo, trancafiou-se em um quarto por quase um mês após o veredicto do Supremo. Hoje tenta concluir o curso de graduação em direito em uma faculdade particular em Brasília. A esperança do mensaleiro é de se beneficiar com a presença em sala de aula. De acordo com a Lei de Execuções Penais, a cada 12 horas de frequência escolar, incluindo a universitária, um dia de pena é abatido.   Nas aulas, Cunha costuma se sentar ao fundo da sala, afastado dos demais alunos e se recusa a debater assuntos da atualidade com os estudantes. “Nunca ouvi a voz dele”, relatou ao site de VEJA um colega de classe. O comportamento é repetido no Congresso Nacional. Apesar de integrar a cobiçada Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não relata ou apresenta matérias de interesse do público. Na CCJ, faltou em sete das 14 reuniões do colegiado. Nenhuma das ausências foi justificada.   A rotina dos deputados mensaleiros à espera da prisão     Na próxima semana, quatro meses depois do término do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicará o acórdão detalhando cada argumento dos magistrados na condenação dos 25 políticos, empresários e assessores que participaram do maior escândalo de corrupção do país. Com a formalidade, abre-se o prazo de cinco dias para a apresentação de recursos, ainda que a maior parte dos apelos finais dos condenados seja apenas protocolar. Na prática, o acórdão é o prenúncio de que o cumprimento das sentenças se aproxima - para muitos mensaleiros, a hora de enfrentar a prisão.   Condenados por envolvimento no esquema, quatro mensaleiros têm atualmente uma rotina diferente dos demais penalizados no escândalo. Os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), José Genoino (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) detêm mandatos, cujas despesas são bancadas com dinheiro público. Desde que ouviram suas sentenças, os quatro não apresentaram nenhuma proposta de lei, não relataram matérias relevantes e, com exceção de Genoino, não se arriscaram sequer a um discurso em plenário.   Embora tenham optado por submergir, a presença dos mensaleiros nos gabinetes da Câmara acarretaram gastos de quase 2 milhões de reais aos cofres das Casa. Até o mês de março, apenas a gestão dos gabinetes desses deputados movimentou 1,17 milhão de reais. Com contratação de consultorias, pagamento de gasolina e selos postais, foram desembolsados outros 797 717 reais.   Valdemar - No sexto mandato consecutivo na Câmara, Valdemar Costa Neto é, dos quatro deputados mensaleiros, o que mantém as atividades políticas a todo o vapor. Apesar de atuar nos bastidores – ele próprio reconheceu após a condenação nunca ter sido um bom legislador –, continua como homem forte do Partido da República e articulador astuto na barganha por cargos públicos. A aliados, Valdemar confidenciou que não espera a redução de sua pena. Ao todo, foram sete anos e dez meses em regime semiaberto por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.   Ciente de que terá de acertar as contas com a Justiça, Costa Neto já começou a abrir caminho no PR para que o senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP) ocupe a secretaria-geral da sigla quando seu afastamento dos quadros do partido for mesmo inevitável. Suplente da atual ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), Rodrigues chegou ao parlamento após um arranjo político com o PT. No ano passado, para forçar o engajamento de Marta na campanha que elegeu Fernando Haddad à prefeitura paulistana, o ex-presidente Lula conseguiu que ela fosse nomeada ministra.   Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues tem a missão de defender os interesses da ala paulista do PR ante o fortalecimento do braço fluminense da legenda, capitaneado pelo ex-governador Anthony Garotinho, e do grupo do senador mato-grossense Blairo Maggi.   Valdemar Costa Neto foi o primeiro dos mensaleiros a anunciar publicamente a tática de apelar à Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, contra supostos erros processuais do julgamento do mensalão. Mas, para aliados, tem dito que sua intenção é evitar uma “postura Genoino” de enfrentamento ao STF.   Genoino - Ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoino é o parlamentar mensaleiro com perfil mais beligerante entre os condenados. A petistas, afirma “ter direito à indignação”. Penalizado em seis anos e 11 meses por formação de quadrilha e corrupção ativa, ele não fala publicamente sobre o mensalão, mas passa quase todo o dia – chega ao Congresso antes das 8h da manhã – em “articulações políticas”. As “articulações políticas” já haviam sido usadas como argumento central do ex-presidente do PT para tentar se livrar da acusação de partícipe do mensalão. Mas conforme sentenciou a Justiça, a atuação do petista no esquema criminoso foi documentalmente materializada em assinaturas de empréstimos bancários fraudulentos, forjados para camuflar o desvio de dinheiro público usado na compra de apoio político no Congresso.   Mesmo sem votos suficientes para ser eleito deputado – ele chegou ao cargo apenas como suplente –, José Genoino ocupa uma cadeira na poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, colegiado responsável por analisar previamente a viabilidade de projetos de lei. “Ele fala e discursa na tribuna, mas dá para perceber que não é mais o mesmo. Perdeu um pouco do brilhantismo”, afirma um aliado na bancada do PT.    Genoino teve o apoio do PT para retornar à Câmara, mesmo já condenado no mensalão. Atualmente, tem alardeado que pretende “discutir até o fim da vida” a sentença imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Experiente, relata sentir uma “sensação dura” por ter sido condenado. A correligionários, compara a condenação às dificuldades dos anos em que viveu na clandestinidade durante a ditadura militar. O advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o petista no processo do mensalão, resume o estado de espírito do parlamentar à espera do cumprimento da sentença: “Ele é um cliente preocupado, ansioso com o andamento do processo”.   Com patrimônio declarado de pouco mais de 170 000 reais, Genoino terá de cumprir a pena imposta por participação no mensalão em regime semiberto, podendo trabalhar normalmente durante o dia. Interlocutores arriscam que ele deverá atuar como palestrante enquanto vigorar a pena do mensalão.   Henry - Presença constante em escândalos políticos, o deputado Pedro Henry (PP-MT) cumpre o quinto mandato parlamentar consecutivo no Congresso, apesar de ter sido condenado a sete anos e dois meses por participação no mensalão. Conhecido entre desafetos como “o homem da lista” – referência a supostas exigências de propina – o parlamentar, penalizado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, anunciou que, quando a sentença for executada, pretende atender como anestesista durante o dia no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá. Uma das sobrinhas de Henry é sócia da instituição, e ele próprio foi acusado de beneficiar o hospital com um contrato sem licitação para a realização de cirurgias ortopédicas. Aos sábados, o mensaleiro já perambula pelos corredores e consultórios médicos do Santa Rosa e, ocasionalmente, atende pacientes.   Escanteado nas últimas eleições municipais, Henry perdeu um pouco da influência no sudoeste do Mato Grosso, sua base política, mas continua nomeando aliados sem dificuldade no Executivo local. Atua sem contratempos na secretaria estadual de Saúde, onde indicou os dois últimos secretários. “Este será o último mandato do Pedro Henry. Ele vai pegar o legado político e fazer um trabalho de bastidor”, diz o aliado de primeira hora e secretário-geral do PP em Mato Grosso, Ezequiel Fonseca.    Para manter sua influência sobre os políticos mato-grossenses, Henry já trabalha para eleger no próximo ano o ex-deputado Neri Geller, que atuará em Brasília como preposto do mensaleiro. Para dar continuidade à sua atuação na área da saúde, Pedro Henry prepara ainda a inauguração de um hospital particular em Florianópolis, especializado em cirurgias bariátricas. O irmão dele, o ex-prefeito de Cáceres Ricardo Henry, deverá administrar formalmente a instituição.   No dia a dia da Câmara, Pedro Henry é discreto e não discursa em plenário desde 2009. Também não apresentou nenhum projeto de lei desde 2011. Para evitar o constrangimento de ser cobrado por seus atos, aparece publicamente nas votações apenas para registrar presença ou formalizar o voto. No intervalo entre o início da sessão e o momento de abertura das urnas para votação, prefere ficar recluso em seu gabinete.   João Paulo - Condenado a nove anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) é o quarto mensaleiro que atualmente ocupa uma cadeira no Congresso Nacional. Ele já tentou articular com a cúpula da Câmara para evitar que os mensaleiros percam seus mandatos. Ex-presidente da Casa, Cunha se reuniu com os novos dirigentes para discutir como atrasar o inevitável processo de cassação dos mandatos.   Desde que foi condenado, logo no início do julgamento do mensalão, João Paulo Cunha viu suas pretensões políticas ruírem. Foi obrigado a deixar de imediato a disputa pela prefeitura de Osasco (SP). Cabisbaixo, trancafiou-se em um quarto por quase um mês após o veredicto do Supremo. Hoje tenta concluir o curso de graduação em direito em uma faculdade particular em Brasília. A esperança do mensaleiro é de se beneficiar com a presença em sala de aula. De acordo com a Lei de Execuções Penais, a cada 12 horas de frequência escolar, incluindo a universitária, um dia de pena é abatido.   Nas aulas, Cunha costuma se sentar ao fundo da sala, afastado dos demais alunos e se recusa a debater assuntos da atualidade com os estudantes. “Nunca ouvi a voz dele”, relatou ao site de VEJA um colega de classe. O comportamento é repetido no Congresso Nacional. Apesar de integrar a cobiçada Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não relata ou apresenta matérias de interesse do público. Na CCJ, faltou em sete das 14 reuniões do colegiado. Nenhuma das ausências foi justificada.     Veja  

STF nega pedido de Dirceu para adiar publicação do acórdão

STF nega pedido de Dirceu para adiar publicação do acórdão

  O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, negou pedido da defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para que seja adiada a publicação da sentença final do julgamento do mensalão (o acórdão). Barbosa quer esperar até que o plenário da Corte se posicione sobre dois pedidos anteriores para ter acesso aos votos dos ministros e mais prazo para os recursos.   A partir da publicação dos votos dos ministros, o chamado acórdão, a defesa dos 25 condenados no julgamento e a acusação, no caso a Procuradoria Geral da República, terão prazo de cinco dias para apresentar recursos. A expectativa é que esse documento seja liberado pela Suprema Corte nos próximos dias.   A decisão de Barbosa, relator do mensalão, foi tomada na terça-feira (9) e estará na edição do "Diário da Justiça" de amanhã. No entanto, já pode ser consultada nesta quinta-feira (11) no site do Supremo. No documento, o ministro observa que o que a defesa "pretende, em última análise, é a manipulação de prazo processual legalmente previsto".   No entanto, continua Barbosa, se fosse acatado o pedido conforme formulado pela defesa, que exige a divulgação do conteúdo dos votos "com antecedência razoável", o prazo seria ampliado indefinidamente, o que não é cabível.   O magistrado reitera que as sessões foram públicas e os votos dos ministros, "amplamente divulgados e, inclusive, transmitidos pela TV Justiça". Barbosa afirma que, se quisesse, a defesa já poderiam ter começado a preparar os recursos.   A defesa de Dirceu, por meio de seu advogado José Luís de Oliveira Lima, havia entrado com pedido para ampliar o prazo de recurso e para ter acesso aos votos já liberados, mas foi negado por Barbosa. No dia 2 de abril, Oliveira Lima entrou com um agravo para que o seu pedido fosse analisado pelo plenário. A decisão divulgada hoje diz respeito a esse recurso.   A defesa, porém, entrou também com outra ação com pedido de urgência para que a publicação do acórdão fosse suspensa e ainda aguarda que seja analisada pelo plenário. "Estamos aguardando que o plenário se manifeste sobre essa medida cautelar", afirmou Oliveira.   No seu pedido, o advogado alegou não ser possível basear os recursos apenas nas gravações, mas que é preciso fazê-lo fundamentado no acórdão. "Sabemos, tecnicamente, que o acórdão é um ato formal, expresso e registrado em linguagem escrita, que não se reduz à mera reprodução das gravações em áudio e vídeo dos votos declarados."   Durante o julgamento, que durou quatro meses e meio, 25 réus foram condenados pela participação em um esquema de desvio de dinheiro público para a compra de apoio parlamentar no início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006). Outras 12 pessoas foram absolvidas.   UOL  

Os riscos da “cobrança oficial” da dívida ativa
SEFAZ

Os riscos da “cobrança oficial” da dívida ativa

  O Governo do Estado segue privatizando serviços que deveriam ser exclusivamente operacionalizados pela gestão pública. Depois de rasgar a missão do Sistema Único de Saúde entregando a administração de hospitais e outras unidades públicas a Organizações Sociais de Saúde (OSSs), contratar mais de R$70 milhões em locação de veículos ao invés de renovar a frota, agora é a vez de entregar a dívida ativa do Estado nas mãos de um escritório de cobrança. De acordo com o edital, a empresa ganhará sobre o total faturado. Quanto mais conseguir receber, maior será o seu faturamento. Nas mãos dessa “agência de cobrança”, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) entregará todo o seu sigilo fiscal. Em contrapartida, não poderá revelar nada a respeito das estratégias de cobrança da contratada.

Partidos disputam poder no Governo Silval
FEUDO

Partidos disputam poder no Governo Silval

  O vice-governador Chico Daltro (PSD) segue com superpoderes no Palácio Paiaguás graças à conivência da Assembleia Legislativa que, por maioria dos votos, derrubou o projeto de Lei Complementar de autoria do deputado Emanuel Pinheiro (PR) que pedia a revogação de múltiplas atribuições do vice.

Renúncia fiscal supera verba da saúde em MT

Renúncia fiscal supera verba da saúde em MT

Em 2011, o Governo do Estado abriu mão de arrecadar R$1,042 bilhão com incentivos fiscais e, em contrapartida, o montante referente à renúncia fiscal superou as despesas realizadas em 23 funções públicas, destacando-se Saúde, Administração, Agricultura, Habitação, Trabalho e Cidadania. Pela lógica demonstrada no relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para o governo é melhor liberar incentivos do que investir recursos na saúde pública.

Governador se diz surpreso com cheques apreendidos em Minas

Governador se diz surpreso com cheques apreendidos em Minas

  O governador Silval Barbosa (PMDB) se disse surpreso com a prisão, na terça-feira (09), de um homem portando mais de mil reais entre dinheiro e cheques assinados pelo próprio Silval e pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado José Geraldo Riva (PSD).