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Política - Página 1151

Fernando Henrique Cardoso:

Fernando Henrique Cardoso: "Há um sentimento mudancista"

  Aos 81 anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é uma das cabeças mais privilegiadas do país.   As características que o tornaram um dos principais intérpretes do Brasil contemporâneo continuam intactas: arsenal teórico de cientista social, experiência de político e governante, invejável rede de contatos mundo afora e inesgotável curiosidade para perscrutar o que pode vir por aí.   FHC foi o escolhido para estrear a série de entrevistas que ÉPOCA começa a fazer, a partir desta semana, com líderes brasileiros. Antenado nos movimentos da política, da economia e da sociedade, no Brasil e no mundo, FHC, ao falar da eleição presidencial, diz que “um sentimento mudancista” começa a ganhar corpo no país, a despeito dos índices de aprovação recordes da presidente Dilma Rousseff.   Em meio a críticas à gestão econômica do governo – por tentar reviver o modelo nacional-desenvolvimentista do passado –, FHC afirma que o desafio da oposição nas eleições será dar a esse sentimento um conteúdo e uma mensagem capaz de atingir os eleitores.   ÉPOCA – Como o senhor vê o cenário atual, com Eduardo Campos, Marina Silva e Aécio Neves praticamente já colocados como candidatos, além da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição? Fernando Henrique Cardoso – Estão se desenhando aí quatro candidatos. Provavelmente, segundo turno. Sempre houve segundo turno depois que saí. É provável que haja de novo. Como vai ser, sabe Deus! Falta muito tempo. Porque isso foi precipitado, não entendo. Nunca vi o governo precipitar a eleição.   ÉPOCA – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou Dilma para abafar, no PT, as expectativas de que ele pudesse ser candidato? FHC – Ele não precisaria. Fez porque gosta de campanha.   ÉPOCA – Por que ninguém tem um projeto alternativo? FHC – Projeto é uma ideia complicada. O que está aí está se esgotando. Começam a despontar críticas. Há um sentimento mudancista, mas ainda sem dar conteúdo à mudança. Não sei se no povo. Mas entre as pessoas que leem jornal, sim. Inclusive empresários. Para vencer a eleição, tem de chegar embaixo.   ÉPOCA – O povo sente que o desemprego está em baixa, e a renda aumentou. Não há sensação de crise. FHC – Nem sei se é necessário crise. De vez em quando, as pessoas querem aerar. Querem mudar. Meio irracionalmente. Quando tem uma basezinha que não é irracional, o problema se agudiza. Como você vence a eleição? Numa situação em que o eleitorado é fluido e os partidos não seguram nada, depende do desempenho. Depende da mensagem. Na política, não adianta só ter ideia. Tem de fulanizar. Não adianta sentar aqui três meses com um clube de sábios e escrever um projeto. Tem de tocar nas pessoas. E a pessoa tem de ser capaz, ela mesma, de inspirar isso. Precisa ter alguém que expresse esse sentimento e diga: “Vou fazer isso, me sigam”.   Leia a entrevista completa clicando AQUI.   Foto: Jairo Goldslus/ÉPOCA

Dilma alcançaria reeleição no 1º turno, diz Datafolha

Dilma alcançaria reeleição no 1º turno, diz Datafolha

  A presidente Dilma Rousseff (PT) seria reeleita no primeiro turno se a eleição presidencial fosse hoje, de acordo com pesquisa concluída nesta semana pelo Datafolha.   No cenário mais provável para a campanha de 2014, a petista alcança 58% das intenções de voto, seguida pela ex-senadora Marina Silva, que está organizando um novo partido político, com 16%.   O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com 10% e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem 6% das preferências. Como a margem de erro da pesquisa é dois pontos percentuais para mais ou para menos, Aécio e Campos podem, no limite, estar empatados.   Outros 6% dos entrevistados declararam voto nulo ou em branco, e 3% disseram não saber em quem votariam. O Datafolha entrevistou 2.653 pessoas entre quarta e quinta-feira, em 166 municípios.   A presidente Dilma ganhou quatro pontos em relação à última pesquisa, realizada em dezembro do ano passado. Os demais nomes oscilaram para mais ou para menos na margem de erro.   Outro cenário pesquisado pelo Datafolha incluiu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como candidato. Embora não tenha manifestado interesse na disputa, seu nome foi especulado após o julgamento do mensalão.   O presidente do STF teria 7% hoje se fosse candidato, deixando Campos em quinto lugar, com 4%. Nesse cenário, Dilma aparece com 56% das intenções de voto, Marina tem 14%, e Aécio, 10%.   A pesquisa foi realizada num momento em que os políticos interessados na disputa presidencial se movimentam freneticamente nos bastidores e os eleitores prestam pouca atenção no assunto.   Campos obtém seu melhor desempenho na região Nordeste, onde alcança 11% das intenções de voto. Nas re- giões Sudeste e Sul, onde é pouco conhecido, o governador de Pernambuco não passa de 3%. Dilma tem 64% das preferências no Nordeste.   O Datafolha também investigou dois cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiria o lugar da sucessora como candidato do PT. Ele também venceria no primeiro turno, com até 60% das intenções de voto.   Nas três eleições presidenciais vencidas pelo PT, em 2002, 2006 e 2010, o partido nunca ganhou no primeiro turno. Em todas, disputou o segundo turno com o PSDB.   Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados são convidados a indicar suas preferências sem ver os nomes dos candidatos, Dilma foi apontada por 35%. Outros 3% lembraram do ex-governador José Serra (PSDB) e 2% citaram Aécio.   Fonte: Folha  

MP investiga gasto de R$ 12 mi da ALMT com combustível

MP investiga gasto de R$ 12 mi da ALMT com combustível

  O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) abriu uma investigação para apurar os gastos com combustíveis da Assembleia Legislativa do estado. Em apenas um ano, foram gastos mais de R$ 12 milhões para abastecer a frota de veículos dos deputados. O Circuito Mato Grosso denunciou os indícios da irregularidade na edição 430, que circulou no dia 14 de março de 2013.   Uma denúncia foi protocolada no Ministério Público no dia 18 de março com base na reportagem do jornal e um dos promotores de crimes contra o patrimônio resolveu abrir investigação para apurar o caso. A reportagem se baseou no relatório das contas anuais da Assembleia Legislativa relativas ao ano de 2011.    Os veículos estão à disposição dos parlamentares e do setor administrativo do órgão. O consumo de combustível da frota foi alvo de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do estado. Os técnicos analisaram as despesas de 33 veículos. O cruzamento das informações revelou que em 2011, a Assembleia gastou R$ 12.722.725 com a compra de 4.298.218 milhões de litros de combustível. Assim, cada veículo teria que rodar 1.784 quilômetros por dia, o equivalente a uma viagem entre Cuiabá e Curitiba, a capital do Paraná.   A Assembleia informou que a frota da casa é muito maior do que o número considerado pelo Tribunal de Contas. "Às vezes, as pessoas acham que os carros da assembleia são apenas os oficiais, mas não é. O meu gabinete, por exemplo, tem 42 veículos sendo utilizados. Tem que fazer essa conta", afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva.   De acordo com a AL, a frota do órgão é composta por 131 veículos e não 33. Mesmo assim, de acordo com o tribunal, cada carro teria que rodar 449 quilômetros por dia. O presidente da Assembleia disse que as despesas da casa estão corretas. "A Assembleia precisa ser entendida não como aquele prédio. É um estado com 141 municípios e todo dia tem um deputado percorrendo o estado inteiro. Fizemos todas as contas e pela quantidade de veículos declarada as contas estão compatíveis", destacou Riva.   Em 2012, durante sessão de julgamento, os conselheiros do TCE aprovaram as contas da AL com algumas ressalvas. Na ocasião, o relator do parecer, Luiz Henrique Lima, deixou claro que os gastos do órgão com combustível era excessivo. "Muito graves as irregularidades observadas com excessivo consumo de combustíveis", disse na ocasião.   Os auditores recomendaram que a Assembleia Legislativa reduza os gastos e adote o gerenciamento informatizado do fornecimento de combustível. "Considero adequado o julgamento pela regularidade das contas anuais da Assembleia Legislativa relativas ao exercício de 2011 com 28 determinações legais e oito recomendações", afirmou o conselheiro.   Para os promotores há sim indícios de irregularidades. A investigação do MPE foi aberta a partir do relatório do Tribunal de Contas. A Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso (OAB-MT) também anunciou que vai acompanhar o caso. "Os fatos são graves e merecem um esclarecimento. Não há espaço mais para denúncias não esclarecidas nesse país.", revelou o secretário da OAB, Daniel Teixeira.   Fonte: Débora Siqueira com G1  

Primeira mão: TCE suspende R$ 573 milhões em licitações por superfaturamento
MT INTEGRADO

Primeira mão: TCE suspende R$ 573 milhões em licitações por superfaturamento

O Tribunal de Contas do Estado cancelou 14 concorrências públicas da Secretaria de Estado de Pavimentação Urbana (Septu) e que juntas somam R$573.545.681,70 relativas ao programa MT Integrado. A decisão foi tomada pelo relator do processo, o conselheiro Sérgio Ricardo, com base no relatório da equipe de auditores da Secretaria de Controle Externo de Obras e Serviços de Engenharia do TCE designados para executar as atividades de acompanhamento simultâneo do exercício de 2013 na Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentacão Urbana.