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PERDA

Aecim fez política com arte e me orientou a não deixar mandato em 2010, diz Santos

Secretário afirma que professor Aecim Tocantins foi seu conselheiro em sua vida pública em Cuiabá

Sandra Carvalho

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18/06/2017 18h19 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Foto: Reprodução

Com Reinaldo Fernandes

O secretário de Cidades, Wilson Santos, disse que o professor Aecim Tocantins fez “política com arte” em Mato Grosso e trilhou caminho ambicionado por qualquer político. “O professor era um gentleman e percorreu um caminho almejado por qualquer homem público. Foi vereador por Cuiabá, com mandato de presidente da Casa por duas vezes, foi prefeito de Cuiabá, conselheiro do Tribunal de Contas e fazia questão de ser chamado de professor. Foi um homem muito importante na minha vida”, disse o deputado licenciado.

O professor Aecim Tocantins morreu na madrugada deste domingo, aos 94 anos, em Cuiabá após três dias internado em UTI.

Wilson Santos disse se lembrar da orientação do professor, nas eleições de 2010, quando então prefeito de Cuiabá de segundo mandato deixou o cargo, na metade do tempo de mandato, para disputar eleição a governador do Estado. De acordo com Santos, a decisão não foi aprovada pelo professor.

“Eu tinha nele um conselheiro, mas nem todos os conselhos eu siga. Por exemplo, ele foi contra minha saída da prefeitura em 2010. Ele preferia que eu completasse meu mandato. Ele disse pra mim: ‘Seo WIlson, Cuiabá não precisa de um prefeito, Cuiabá precisa de um líder e o senhor pode ser esse líder. Calma, tenha paciência’”.

Perda

O professor Aecim Tocantins havia sido internado na quinta-feira (15) e passou por procedimentos médicos de checagem e, em seguida, deu entrada na UTI. A causa da morte, por enquanto, não foi divulgada. Segundo familiares, ele estava lúcido e aparentemente com saúde.

O funeral do professor, que dá nome ao estádio Aecim Tocantins, ocorreu na Capela Jardins, Sala Orquídeas, em Cuiabá.

Aecim Tocantins ganhou notoriedade em Mato Grosso por serviços prestados na área da contabilidade e ajudou na criação do conselho estadual que representa a categoria.

Também foi vereador por Cuiabá em dois mandatos e exerceu o cargo de presidente da Câmara Municipal e chegou a assumir o cargo de prefeito da capital, interinamente, em 1961, quando o titular deixou, Manoel José de Arruda, para cumprir mandato de deputado.

Foi membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e secretário do Estado. Além de nome de estádio poliesportivo, Aecim Tocantins foi homenageado com criação de prêmio com seu nome e uma creche estudantil.

No fim da década de 70, Aecim Tocantins foi indicado pelo governador José Garcia Neto para defender os interesses de Mato Grosso na Comissão Especial de Divisão do Estado, que levou à criação, por parte do Governo Federal, do Estado de Mato Grosso do Sul.

Pesar

Em nota, o governador Pedro Taques disse que recebeu com pesar a notícia da morte do professor Aecim Tocantins. Taques disse que vai decretar luto oficial em Mato Grosso.

“Aecim foi um homem íntegro, que amava Cuiabá e Mato Grosso. E foi com essa paixão, aliada à sua formidável determinação e inteligência, que contribuiu para o crescimento da cidade e do Estado ocupando inúmeras funções públicas”, disse o governador Pedro Taques.

“Aecim Tocantins foi um homem público notável e deixou indeléveis marcas nos cargos públicos que ocupou. Eu o conheci pessoalmente, pois era amigo do meu avô Enio Vieira. Foram companheiros de lutas políticas travadas em favor da boa causa pública e dos mais altos interesses de Mato Grosso”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho Vieira.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, também divulgou luto pela morte do professor Tocantins.

"Foi com pesar que recebemos a notícia da morte do professor Aecim Tocantis, que, como poucos, conhecia muito da história da nossa cidade e do nosso Estado, além de ter participado de momentos importantes de fatos políticos do Estado", disse.

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