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Policial envolvido em morte de enfermeira em Sinop detalha crime

O corpo mulher foi encontrado nesta terça, em uma mata fechada, na zona rural da cidade. O marido da vítima está foragido

João Freitas

Repórter

09/10/2019 16h57 | Atualizada em 10/10/2019 11h19

Policial envolvido em morte de enfermeira em Sinop detalha crime

Reprodução

Preso por envolvimento no assassinato da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, 43 anos, o policial militar Marcos Vinícius Pereira Ricardi, 26 anos, confessou o crime e apontou o marido da vítima como o mandante da execução. O corpo da mulher foi encontrado na manhã desta terça-feira (8), em um córrego localizado em uma mata fechada, na zona rural de Sinop (500 km de Cuiabá-MT).



Em depoimento, o suspeito contou que segurou Zuilda para que o seu esposo, identificado como Ronaldo Rosa, a espancasse até a morte. Após o feminicídio, o corpo da enfermeira foi jogado próximo à tubulação de um bueiro, em uma região de difícil acesso, na zona rural da cidade. O cadáver foi localizado ontem, já em avançado estado de decomposição. 

De acordo com o delegado Carlos Eduardo Muniz, o crime foi motivado por constantes discussões entre a vítima e o marido e também com o policial militar, que prestava serviços de segurança ao casal, que vendia espetinhos.

“Ele disse que a ideia inicial era apenas dar um susto na vítima, simulando uma tentativa de roubo, porém, a situação saiu do controle e eles acabaram matando a vítima”, informou o delegado.



Ronaldo Rosa está foragido da polícia desde o momento em que o cadáver foi localizado. Segundo informações, ele teria comprado um carro, modelo Hyundai HB20, a vista. A polícia segue com as buscas para tentar encontrá-lo.

O desaparecimento

Zuilda Correia estava desaparecida desde o dia 27 de setembro, em Sinop. De acordo com a Polícia Civil, o marido da enfermeira registrou um boletim de ocorrência no mesmo dia que a vítima teria sumido.

Ele havia relatado aos policiais que buscou a esposa após o expediente, no hospital onde ela trabalhava, e que tinha a deixado em casa. Logo depois, ele contou que foi trabalhar na barraca de espetinhos do casal.

O homem disse que esperou pela companheira, que não foi até o ponto de vendas. Segundo o relato, ele foi até a sua residência e não encontrou a mulher. No entanto, o informante não estranhou o fato porque pensou que a esposa tinha ido à igreja.

Porém, ele foi novamente para casa, uma hora depois, e se deparou com os portões trancados e a caminhonete estacionada. O esposo entrou no local e constatou que roupas e dinheiro haviam sido levados.

O marido da vítima pegou uma chave reserva para abrir o veículo e encontrou diversas manchas de sangue e tufos de cabelo no interior do carro.

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