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PREJUÍZO ALARMANTE AO ESTADO

Advogado preso por crimes fiscais diz que operação da Defaz é 'showzinho'

Anilton Gomes Rodrigues foi um dos nove presos pela Operação Fake Paper, que investiga um esquema de sonegação de impostos

João Freitas

Repórter

09/10/2019 15h43 | Atualizada em 10/10/2019 10h45

Advogado preso por crimes fiscais diz que operação da Defaz é 'showzinho'

Reprodução/Internet

O advogado Anilton Gomes Rodrigues, preso na manhã desta quarta-feira (9), em Cuiabá-MT, com a deflagração da Operação Fake Paper, classificou a ação da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) como “showzinho” e “fantasiosa”. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa que emitia notas frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal.



“É uma operação fantasiosa, um showzinho, que a delegacia está fazendo. Não tem sonegação alguma. Não existe empresa fantasma [...] estou sendo preso porque estou defendendo produtores rurais e contribuintes contra o arbítrio da Secretaria de Fazenda (Sefaz) e de auditores fiscais”, afirmou o advogado em um vídeo publicado pelo site RD News.

A força tarefa investiga um suposto esquema criminoso de falsificação de documentos públicos para criar empresas de fachada. Com isso, produtores rurais teriam se aproveitado para sonegar impostos. Além de Anilton, outras nove pessoas suspeitas de envolvimento nas fraudes fiscais foram presas. Dezesseis mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. As ordens foram expedidas pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá.

O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside as investigações, ressalta que a emissão de notas fiscais frias interfere negativamente na base de dados da Sefaz “distorcendo as informações sobre produção econômica do Estado e, consequentemente, na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios, e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados, causando efeitos devastadores ao estado”.



A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.

O delegado titular da Defaz, Anderson da Cruz e Veiga, ressalta que “a operação busca apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam robustecer ainda mais a investigação e integra mais uma ação da Defaz em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, no combate aos crimes contra a ordem tributária”.

Os mandados foram cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína.

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