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SANGUE FRIO

Assassino confessa que agrediu Benildes até à morte; família se desespera ao ver ossada

Restos mortais de outra mulher assassinada por Adilson Fonseca foi localizada nesta terça-feira (14) também no quintal de sua residência

Jefferson Oliveira

Jornalista

14/05/2019 14h40 | Atualizada em 14/05/2019 16h06

Assassino confessa que agrediu Benildes até à morte; família se desespera ao ver ossada

Jefferson Oliveira -Reprodução

Foi localizado na manhã desta terça-feira (14), em uma residência no bairro Nova Conquista em Cuiabá-MT, os restos mortais que faltavam de Benildes Batista de Almeida, 39, que estava desaparecida desde o ano de 2014. Adilson Pinto da Fonseca, 48, confessou ao delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Fausto José de Freitas que agrediu a vítima até à morte.

As buscas pela segunda vítima de Adilson iniciaram por volta das 10h desta terça-feira, quando o acusado acabou colaborando com a polícia e confessando de fato, onde o corpo estava enterrado.

“Hoje ele colaborou de forma mais efetiva mostrando pontualmente o local onde estaria a ossada da vítima Benildes, e nós retornamos ao local e conseguimos localizar os restos mortais da vítima Benildes”, disse o delegado Fausto ao Circuito Mato Grosso.

Delegado Fausto Freitas - Foto Jefferson Oliveira 

Após na tarde de segunda-feira Adilson voltar atrás e negar envolvimento no sumiço do corpo da vítima Benildes, novamente ele confessou a morte da ex-namorada, e de acordo com o delegado, provavelmente em função da represália sofrida por moradores que acompanhavam as buscas.

“Ele primeiramente esboçou que iria colaborar, ai cavamos onde ele indicou e a principio não identificamos, ai ele acho que por conta da pressão que estava sob ele ontem, quando num determinado momento que ele apareceu, as pessoas xingando ele, ele pode ter ficado receoso e a segunda vítima (Benildes) era uma pessoa mais próxima dele, o julgamento da família dele pode ser mais severo”, informou Fausto.

“Ele tem filho com a irmã da Benildes, a família dele era muito próxima da vítima, então ele recuou, se confundiu que não era responsável pela morte, só que hoje pela manhã quando os policiais conversaram com ele, o Adilson disse que queria contribuir com as investigações e que iria mostrar o local exato onde o corpo estava”, completou o delegado responsável pelo caso.

Para o delegado, o assassino ainda informou que no dia da morte, discutiu com a vítima por motivo ciúmes e acabou matando a ex-namorada.

“Ele deu a versão dele, e quando o depoente da a sua versão, ele conta de um jeito que lhe prejudique menos, mas no caso da Benildes, ele disse que entrou em discussão com ela, e que durante a discussão o casal acabou entrando em luta corporal e durantes as agressões ele bateu na Benildes até ela morrer”, revelou.

Adilson continua detido e passará por uma audiência de custódia na tarde desta terça-feira (14). A partir de agora, as ossadas encontradas passarão por identificação na Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), ou por DNA ou arcada dentária e o delegado deverá ouvir outras testemunhas nos próximos dias, para elucidar o caso.

Família em desespero

Visivelmente abalada e chorando copiosamente, a mãe de Benildes ao saber que de fato a filha estava morta e que a ossada foi encontrada pela Politec e DHPP, entrou em desespero em frente a residência não acreditando na morte da filha.

“Minha filha, por quê? Onde você está, eu não acredito, eu lembro que te abracei aqui neste mesmo portão, minha filha que eu amo”, dizia a mãe de Benildes enquanto caía em lágrimas de tristeza.

Outros parentes da vítima também se encontravam desconsolados em frente ao imóvel após os trabalhos da Polícia Civil.

Conforme a nossa reportagem informou, inicialmente a família não acreditava no desaparecimento de Benildes, e que para simular uma viagem para a Espanha, Adilson chegou a realizar um jantar e festa de despedida na casa onde a vítima foi morta, para todos acreditarem que ela estaria partindo para a Europa.

“Até então, para todo mundo, ela não desapareceu, pois o Adilson fez uma festa de despedida pra ela, com um jantar, eu cheguei a vir nesse jantar, havia mala pronta e tudo mais, como se estivesse tudo certo para ela embarcar novamente para trabalhar na Espanha. Por isso, essa demora da família desconfiar do desaparecimento dela”, revelou Benilze Silva, prima de Benildes ao Circuito Mato Grosso.

Para completar, Benildes revelou a prima que não tinha mais vontade de morar no Brasil, pois não estava satisfeita no relacionamento, após descobertas de casos extraconjugais do companheiro.

Agora com a confissão do assassino, a família de Benildes espera que a justiça seja feita, e que Adilson pague pelos crimes cometidos.

Corpos localizados

A DHPP (Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa) localizou o corpo da operadora de call center Talissa Oliveira Ormond, desaparecida em 2013. O corpo dela estaria enterrado em uma casa no bairro Nova Conquista, na capital.

Após peritos localizarem a primeira ossada, Adilson revelou também que a ossada de Benildes estaria enterrado no quintal do imóvel. A equipe do Grupo de Atuação em Perícias Especiais (Gape) da Politec continuaram as buscas junto com policiais da DHPP no intuito de localizar os demais restos mortais de Benildes.

O trabalho durou mais de cinco horas, e poucas partes foram encontradas, levando o delegado Fausto José de Freitas, acreditar que a vítima esteja enterrada embaixo do banheiro do imóvel.

Foto: Jefferson Oliveira  - CMT
Os sumiços

A vítima Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, teve o desaparecimento comunicado em 8 julho de 2013, cerca de quatro dias depois de sumir. A mãe da moça contou que ela tinha saído para trabalhar em uma empresa de telefonia e não mais deu notícias. Na empresa, a chefe da vítima informou à mãe que naquele dia ela tinha trabalhado o dia todo e quando saiu havia um rapaz moreno em uma motocicleta a espera dela. Mas ninguém a viu sair com ele. No dia seguinte, a vítima teria ligado na empresa pedindo socorro. Depois não deu mais notícias.

A segunda vítima,  Benildes Batista de Almeida, 39 anos, desapareceu em 17 de dezembro de 2013, mas a família só procurou a polícia em 2014. Ela morava na cidade de Asturia, na Espanha, e tinha voltado ao Brasil, onde passou cinco meses com a família. A filha dela entrou em contato com a Polícia Federal, que não identificou que ela havia saído do Brasil. Ela era ex-mulher do suspeito.

Imóvel onde as ossadas foram encontradas - Foto: Jefferson Oliveira- CMT
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