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CASO LILIAN

Médico e taxista se contradizem em versões apresentadas à polícia

Denis inicialmente desmentiu essa versão e relatou que não teve contato ou conversa com nenhum taxista

Jefferson Oliveira

Jornalista

20/07/2018 14h49 | Atualizada em 20/07/2018 16h01

Médico e taxista se contradizem em versões apresentadas à polícia

Daniel Castelo Branco - ODia

A delegada Adriana Belém, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), que é responsável pelo inquérito que apura a morte da bancária Lilian Quézia Calixto de Lima, no último domingo (15), irá novamente ouvir o taxista e os médicos Denis César Barros Furtado e Maria de Fátima Barros Furtado e confrontar as versões nos depoimentos, que, segundo ela, apresenta divergências.



Adriana informou a imprensa que os horários apresentados pelos depoentes estão incorretos, assim como a informação da saída de Lilian da clínica clandestina e novas oitivas serão realizadas e Maria de Fátima e o “Doutor Bumbum”, como é conhecido Denis, estão na 16ª DP depondo novamente.

Ainda nesta sexta-feira (20) mãe e filho deverão ser transferidos para uma unidade prisional, assim como aconteceu com Renata Fernandes Cirne, 20, namorada de Denis, que foi transferida da 16ª DP (Barra da Tijuca) para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na terça-feira (17).

O taxista em seu depoimento afirmou que levou a bancária do aeroporto até a cobertura do médico, na Barra da Tijuca, e que ela teria pedido que a esperasse. O motorista disse ter esperado Lilian por um período de mais de 11 horas, mas que ela não apareceu e Denis pagou a quantia de R$ 300 ao taxista pela espera.



Denis inicialmente desmentiu essa versão e relatou que não teve contato ou conversa com nenhum taxista, mas horas depois, em coletiva à imprensa, mudou a história, Ela se levantou bem, saiu bem da maca, mais ou menos 23h ela estava indo embora pro hotel dela, já com o taxista dela esperando na porta, e me relatou um leve enjoo, uma queda de pressão. Umas 23h30, falei o seguinte: 'Olha, a a senhora está com uma queda de pressão, mesmo que leve. Vamos ao hospital e lá a gente avalia'", disse.

Prisão

O médico Denis Cesar e sua mãe Maria de Fátima, que também é médica, foram presos na tarde nesta quinta-feira (19), no Rio de Janeiro (RJ). Eles são acusados de serem os responsáveis pela morte da bancária Lilian Calixto, 46 anos, que morreu após passar por um procedimento estético realizado na cobertura onde o médico morava, na Barra da Tijuca.

De acordo com a postagem realizada na página do Twitter da Polícia Militar do Rio de Janeiro, eles foram encontrados pelos PMs do 31° BPM em um Centro empresarial na Barra da tijuca, Zona Oeste do Rio.

Morte de bancária

Lilian Quézia Calixto de Lima desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim no sábado (14), e no mesmo dia passaria pelo procedimento cirúrgico para colocar silicone nas nádegas.

Denis realizou uma bioplastia em Lilian para aplicação do biossimetric, um PMMA do mercado médico, reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é homogêneo com pH equivalente ao do organismo, o que reduz as dores no paciente durante a aplicação.

Durante o procedimento cirúrgico, Lilian passou mal e foi encaminhada às pressas por Denis e Renata em um veículo particular do médico para o conceituado Hospital Barra D'Or. Lilian deu entrada na unidade apresentando embolia pulmonar, ficou internada na unidade até o início da madrugada de domingo (16), quando não resistiu às complicações e acabou morrendo.

A bancária teria pagado o valor de R$ 20 mil para realizar o procedimento estético. Após o ocorrido, Denis fugiu, deixando para trás o seu veículo. Renata foi presa em um condomínio. Lilian Calixto foi velada na terça-feira em Cuiabá e reuniu na cerimônia amigos e parentes que, emocionados, acompanharam e se despediram da vítima de Denis. Já na manhã desta quarta-feira (18), uma carreata foi realizada pelas ruas de Cuiabá e seguiu até o cemitério Bom Jesus, onde Lilian foi enterrada.

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