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FORAGIDOS

Médico foragido e mãe serão presos e não haverá negociação, afirma delegada

A Polícia Civil do RJ já ofereceu recompensa para quem enviar informações que levem ao paradeiro de Dênis e Maria

Jefferson Oliveira

Jornalista

19/07/2018 11h21 | Atualizada em 19/07/2018 16h18

Médico foragido e mãe serão presos e não haverá negociação, afirma delegada

Divulgação

“Independente da negociação, eles (Denis César Barros Furtado e Maria de Fátima Barros Furtado) serão presos”, essa afirmação foi dada pela delegada Adriana Belém, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), na manhã desta quinta-feira (19) ao receber um advogado que representa mãe e filho que estão foragidos, desde que realizaram um procedimento estético que ocasionou a morte da bancária de Cuiabá Lilian Quézia Calixto de Lima, no último domingo (15).



A defesa trabalha com a possibilidade de Denis e sua mãe Maria de Fátima se entregarem, com a garantia que após serem ouvidos, sejam liberados em seguida, já que a defesa alega que já passou o período de flagrante.

Porém de acordo com juristas que acompanham o caso, o estado de flagrância pode variar conforme a modalidade constatada e, em casos de flagrante impróprio, poderá ultrapassar dias, não sendo, portanto, possível fixar um lapso temporal máximo de sua duração.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro já ofereceu recompensa no valor de R$ 1 mil para quem enviar informações que levem ao paradeiro de Dênis e Maria. A advogada dos médicos fugitivos chegou a informar para a imprensa na noite de quarta-feira (18,) que seus clientes se entregariam, mas até o momento não apareceram.



A única pessoa envolvida na morte da bancária que está presa, é a namorada de Denis, Renata Fernandes Cirne, 20, que foi transferida da 16ª DP (Barra da Tijuca) para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (17).

Morte de bancária

Lilian Quézia Calixto de Lima desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim no sábado (14), onde no mesmo dia passaria pelo procedimento cirúrgico para colocar silicone nas nádegas.

Denis realizou uma bioplastia em Lilian para aplicação do biossimetric, um PMMA do mercado médico, reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é homogêneo com pH equivalente ao do organismo, o que reduz as dores no paciente durante a aplicação.

Durante o procedimento cirúrgico, Lilian passou mal e foi encaminhada às pressas por Denis e Renata em um veículo particular do médico para o conceituado Hospital Barra D'Or. Lilian deu entrada na unidade apresentando embolia pulmonar, ficou internada na unidade até o início da madrugada de domingo (16) quando não resistiu às complicações e acabou morrendo.

A bancária teria pagado o valor de R$ 20 mil para realizar o procedimento estético reparador. Após o ocorrido, Denis fugiu, deixando para trás o seu veículo e Renata foi presa em um condomínio.

A bancária foi velada na terça-feira em Cuiabá e reuniu na cerimônia amigos e parentes que emocionados acompanharam e se despediram da vítima de Denis. Já na manhã desta quarta-feira (18) uma carreata foi realizada pelas ruas de Cuiabá, que seguiu até o cemitério Bom Jesus onde Lilian foi enterrada.

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