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TRAGÉDIA PREVISTA

Bebê de seis meses e mais quatro pessoas são baleadas na UPA Morada do Ouro

Em janeiro o Circuito Mato Grosso denunciou a falta de segurança e policiamento na unidade de saúde

Jefferson Oliveira

Repórter

14/02/2018 08h58 | Atualizada em 14/02/2018 09h08

Bebê de seis meses e mais quatro pessoas são baleadas na UPA Morada do Ouro

Alan Cosme - Hipernotícias

No dia 30 de janeiro o Circuito Mato Grosso publicou matéria exclusiva denunciando a falta de médicos e segurança na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Morada do Ouro, e justamente a falta de policiais militares e segurança adequada na unidade, resultou em seis pessoas baleadas dentro da UPA na tarde desta terça-feira (13). Entre os baleados estão criança de seis meses de idade, enfermeira e até agente penitenciário.

De acordo com a polícia, o caso aconteceu em decorrência da tentativa de resgate do detento José Edmilson Bezerra Filho, 31, que estava na UPA para realizar exames médicos, tendo em vista que horas antes informou a agentes penitenciários do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) que não estaria passando bem e precisava ir ao médico.

A PM informou que criminosos armados invadiram o local no intuito de resgatar José, porém os agentes penitenciários que faziam a escolta do preso, não permitiram o ato e iniciou-se uma troca de tiros dentro da própria UPA, onde relatos de testemunhas afirmam que mais de 15 tiros foram disparados no local.

Com o tiroteio no local, Dirley de pinho Pedro, (Agente Prisional)  levou dois tiros na perna e no momento passa bem, Vitor Hugo Camargo Martins, 6 meses, também foi baleado duas vezes sendo um tiro nas costas e outro na mão, já sua mãe ‎Estefani de Camargo Santos, 22, levou um tiro de raspão no braço esquerdo. Rosimere Sousa da Silva, 51,  foi atingida na perna  e Dayana da Silva Romao, 33 encontra-se em estado estável após ser baleada no tórax.

Todas as vítimas baleadas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). A Polícia Militar, Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) e Polícia Civil se fizeram presentes na cena do crime para verificar as imagens do circuito interno de segurança e realizar buscas a fim de prender os bandidos que tentavam resgatar José.

DENÚNCIA DO CIRCUITO MATO GROSSO

Em matéria publicada em janeiro, o Circuito Mato Grosso, relatou justamente a falta de policiamento no local onde médicos e os profissionais que atuam na unidade vivem sofrendo ameaças de morte.

Desde março segundo um médico que não quis se identificar não existe policiamento e nem segurança aos profissionais. Em janeiro um paciente ameaçou de morte um médico alegando que o médico não estaria dando o devido atendimento ao seu filho.

Em fevereiro, uma médica passou por momentos de terror na própria UPA Morada do Ouro e previu uma possível tragédia na unidade. De acordo com a profissional a falta de segurança e retaliações na unidade que são constantes, a faz se sentir impotente, humilhada e com muito medo.

Na época da veiculação da matéria, Flávio Eduardo Souza, diretor da atenção secundária, a secretaria Municipal de Saúde tinha ciência dos transtornos ocorridos nas unidades de saúde e relatou que guarnições que fazem rondas pela região possuem um número privado de acesso direto com as unidades de saúde da localidade e que quando necessário, são acionadas e rapidamente se deslocam até o local.

FORÇA TAREFA PARA PRENDER CRIMINOSOS

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) determinou reforço das Polícias Militar e Civil para a prisão dos criminosos que feriram cinco pessoas durante tentativa de resgate do preso José Edmilson Bezerra Filho, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro, em Cuiabá.

O reeducando não chegou a ser resgatado. José Edmilson está preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e responde por homicídios e inclusive sequestro. Uma equipe da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) acompanha a situação do agente prisional ferido.

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também acompanha o caso e investigadores atuam para prender os criminosos o quanto antes.

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