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INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil aponta que travesti conduzia carro que atropelou idoso em policlínica

No carro havia cinco pessoas; três delas fugiram do local, conforme o delegado, Christian Alessandro Cabral

Da Redação

Equipe

12/01/2018 08h43 | Atualizada em 12/01/2018 11h03

Polícia Civil aponta que travesti conduzia carro que atropelou idoso em policlínica

Alan Cosme - Hipernotícias/Rep

A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) identificou o motorista do veículo que atropelou o idoso, Benedito Castravechi, 66. O carro invadiu o pátio da Policlínica do Planalto, no começo da manhã de quinta-feira (11). A polícia reconheceu Igor Gomes Mulato, que utiliza o nome social de Giovanna, como o condutor que vai responder por homicídio culposo e por dirigir sem habilitação. O Deletran confirmou que Geovanna estava sob efeito de álcool e também responderá por embriaguez ao volante.

O condutor do automóvel é uma das duas pessoas que permaneceram no local do acidente e, no momento, informado ser passageiro do veículo Kia Soul. Segundo levantamentos da Deletran, Geovanna dirigia o veículo quando perdeu o controle, bateu no meio fio e atropelou o idoso, deixando também com ferimentos leves uma mulher, que buscava atendimento na Policlínica.

O idoso chegou a ser socorrido com vida pelo Samu, mas foi a óbito antes de dar entrada no Pronto Socorro de Cuiabá.

No carro havia cinco pessoas. Três delas fugiram do local. Conforme o delegado, Christian Alessandro Cabral, a condutora, estava no carro na companhia da irmã, que é namorada do dono do veículo, identificado por Anderson da Silva Amorim. Junto com eles estavam com mais dois amigos de Anderson, que ainda não foram identificados.

Segundo a apuração, todos estavam na Tabacaria Havan, no bairro Sol Nascente, e se deslocamento sentido Avenida Juliano Costa Marques, quando logo depois da rotatória, em frente à Policlínica, Gioavanna foi tentar desviar de um buraco na pista, fez uma manobra rápida para esquerda e entrou na contramão. "Como vinham carros no sentido contrário, rapidamente ela fez nova manobra para voltar para sua faixa de direção, e nesse momento perdeu o controle do veículo, colidiu em sua faixa e o carro saiu desgovernado entrando no pátio da Policlínica", explicou o delegado.

Após a colisão, o lado do condutor ficou tombado para o solo e a parte dos passageiros para cima. Três dos passageiros saíram primeiro e fugiram, permanecendo no local a condutora Giovanna e a sua irmã. Segundo elas, ao saírem do carro, Giovanna chegou a falar para pessoas no local que era a condutora, mas uma mulher que também foi ferida no acidente, a interpelou  e disse que era um rapaz. Então, elas aproveitaram da dúvida levantada, e, no primeiro momento, contaram aos policiais que eram passageiras, que não conheciam os outros ocupantes e muito menos o condutor. Elas afirmaram terem pego carona.

"Durante as investigações apuramos, que de fato, quem estava dirigindo era Giovanna. O Anderson, dono do veículo, estava altamente alcoolizado e por essa razão confiou a direção do veículo a Giovanna, que além de ser inabilitada estaria sob efeito de álcool. Mas ela não confessou ter feito ingestão de álcool. Testemunhas afirmam que ela consumiu álcool no estabelecimento que estiveram antes do acidente",  finalizou o delegado.

A Delegacia também requisitou perícia no local e exame de alcoolemia na condutora. Foi apreendido um aparelho celular contendo conversas dos envolvidos sobre o acidente, que será enviado a perícia. As investigações continuam e irão aguardar o resultado das perícias.

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FONTE: Assessoria-PJC

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