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APÓS MOVIMENTO GREVISTA

Famílias de detentos fecham MT-130 em protesto exigindo condições dignas

Sindicato suspendeu visitas, colocação de tornozeleiras e alvará de soltura. Familiares alegam não ter sido comunicados

Karollen Nadeska

Jornalista

21/10/2017 13h42 | Atualizada em 21/10/2017 16h14 1 comentario

Famílias de detentos fecham MT-130 em protesto exigindo condições dignas

Ilustração

Revoltados com a falta de comunicação sobre a greve dos agentes penitenciários deflagrada neste sábado (21), familiares de detentos resolveram fechar a rodovia estadual MT-130 que liga os municípios de Rondonópolis e Paranatinga (390 km ao Sul de Cuiabá). Eles bloquearam o trecho e ameaçaram atear fogo em pneus velhos e galhos de árvore.

Segundo a mãe de um dos presidiários, identificada apenas como “Silvana”, o Estado não fornece água a população carcerária do Presídio Osvaldo Florentino Leito (Mata Grande) há dois dias e, além disso, vivem em condições insalubres.

"Eles tinham que ter avisado para as famílias dos presos sobre esse movimento grevista. A gente vem de longe como eu de primavera do leste e vamos lutar por eles, já que há dois dias eles sem água. São ser humanos também”, frisa.

O Sindicato da Categoria (Sindispen-MT) justificou que os agentes estão com salários defasados e que a paralisação é por tempo indeterminado até que a Casa Civil apresente uma saída.

A classe optou pelo movimento grevista em assembleia-geral no último dia 17, ou seja, prazo mínimo para tentativa de se estabelece um diálogo, o que não aconteceu.

De acordo com as famílias, os presidiários vivem em condições desumanas sem quaisquer recursos dignos. Também que não foram comunicados sobre a suspensão das visitas e que muitos vieram de outras cidades para manter o contato, e ainda temem por eventuais motins.

Quanto à intervenção na pista, os familiares não informaram previsão de acabar e exigem que alguma atitude de melhoria seja tomada.

Sobre as atividades realizadas nos presídios, o Sindspen avisou que alvará de soltura, entrega de comida fornecida pelo estado, entrega de medicamentos, rondas, guaritas e vigilâncias, banho de sol e colocação de tornozeleiras, estão indisponíveis conforme a categoria.

1 COMENTÁRIO

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  1. Tem que entrar em greve mesmo. o salário dos agentes para colocar a vida em risco é muito baixo. 2.800 sem os descontos. Não tem efetivo, o governo lançou concurso, mas tá enrolando para chamar. os agentes ganham pouco e tem q trabalhar por 2

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