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PROTESTO

Família acusa policial de executar pedreiro no Santa Rosa; vídeo e fotos

Testemunhas afirmam que o policial estava visivelmente alterado e agindo com truculência a todo o momento

Jefferson Oliveira

Repórter

20/03/2017 15h08 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00 1 comentario

Fotos e Vídeos: Willian Mattos 

Familiares e amigos do pedreiro Benilson da Silva, 29, que morreu durante abordagem de policiais militares na noite deste domingo (19) no Bairro Santa Rosa II em Cuiabá (MT), afirmam que o boletim de ocorrência não condiz com o fato e que houve abuso de autoridade. 

O Circuito Mato Grosso esteve nesta segunda-feira (20) pela manhã no local onde ocorreu a confusão que terminou em morte. O irmão da vítima, Paulo Rodrigo, disse que quando a viatura chegou, o soldado identificado apenas como "Prestes" teria entrado na residência pelo canto do portão sem falar com ninguém e sem mandado de busca ou apreensão. 

“O Benilson estava jantando de pé na cozinha e ele (soldado) já chegou abordando e arrastando meu irmão para fora da residência sem resistir à prisão. Em frente ao portão, houve um tumulto porque ninguém sabia o que estava acontecendo e neste momento o policial deu três tiros com uma arma calibre 12 em direção ao condomínio”, disse ele.

Segundo Paulo Rodrigo, o que houve foi abuso de autoridade e violência por parte do soldado. Ele ainda informa que o policial chegou a apontar arma para o seu pai Benedito Silva, 52, e foi nessa hora que aconteceu o homicídio.

“Quando ele apontou a arma para o meu pai, o Benilson pegou o soldado Prestes por trás(gravata) e o puxou. Neste momento, a arma caiu no chão e meu irmão foi para calçada e o militar olhou para a cara do meu irmão e atirou covardemente como mostra o vídeo”, completou.

O vizinho da vítima, Sandro Lúcio Galdino, foi quem prestou socorro a Benilson colocando o pedreiro dentro de um veículo Gol juntamente com Cleidiane Teixeira da Silva, parente do baleado. 

Sandro conta que outros policiais militares o perseguiram e na altura do 44º Batalhão do Exército efetuaram cinco tiros no pneu de seu carro tentando evitar que fosse prestado socorro a Benilson.

“Paramos o carro e falamos que estávamos ajudando Benilson e que tinha outras viaturas atrás. Eles nos liberaram e fui com o pneu estourado até o Pronto-Socorro. Lá no PS recebemos voz de prisão, Cleidiane, o Benedito e eu, e sem explicar o motivo nos algemaram e nos colocaram dentro da viatura”, informa Sandro.

Cleidiane comenta que dentro da viatura os policiais jogaram spray de pimenta neles e disse que se eles se comportassem abririam a janela para eles respirar um pouco. Ela ainda diz que a todo o momento os policiais teriam feito piadas sobre o assunto e  os constrangendo. Além disso ela relata que foram feitos três boletins de ocorrências.

"Foram feitos três boletins até o último ser aceito na versão deles. A todo instante eles conversavam entre eles e iam alterando a versão dos fatos" disse ela.  

A família ainda informa que foram ameaçados de morte pelos policiais e tiveram os celulares tomados e imagens que comprovavam abuso dos policiais e morte sem motivo, apagadas da memória do celular.

“Eu tirei foto e tive o celular tomado pela polícia e nos ameaçaram dizendo que se as imagens ou história vazasse para imprensa ele nos mataria”, conclui o irmão da vítima.

Uma pessoa, que preferiu não se identificar dizendo temer represálias, disse que sua filha tirou a foto do soldado Prestes, mas foi obrigada a apagar.

“Ele olhou para a minha filha e perguntou se mandaria a imagem para algum lugar e pediu que apagasse e se caso a imagem fosse veiculada em algum lugar ele iria mata-la”, informou uma testemunha.

Moradores da região ainda acusaram o soldado de sempre agir com violência na área e dizem que ele “toca o terror”, ameaça moradores, agride trabalhadores entre outros.

No período vespertino, o policial esteve próximo ao local do homicídio e prendeu duas pessoas por tráfico de entorpecentes e agrediu um empresário morador do bairro que foi ver o que acontecia. 

“Ele abordou um funcionário meu, fui ver o que estava acontecendo, e o soldado Prestes me deu um murro no peito perguntando se eu estava defendendo bandido. Ele estava provocando e arrumando um jeito de eu responder ou revidar ou ser preso, virei as costas e fui pra casa”, informou Waldemir Domingos da Silva.

Durante o protesto hoje pela manhã, as pessoas pediram que seja feito o teste toxicológico no policial. A família vai registrar um boletim de ocorrência ainda nesta tarde e será ouvida na corrregedoria da PM.

Benilson deixa para trás três filhos. O velório acontecerá nesta segunda-feira (20), próximo ao local do homicídio.

O outro lado

Procurada pelo Circuito Mato Grosso, a assessoria de imprensa informou que vai emitir uma nota sobre o caso ainda nesta tarde.

Veja imagens e vídeo:

 

1 COMENTÁRIO

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  1. Olá Circuitomatogrosso, porque vocês não contam a história do inicio, ex. porque a viatura foi até lá, porque o policial adentrou a residencia e prendeu o rapaz. Tudo por acaso, ou para se divertir, de que lado vocês estão? Porque não noticia a verdade. Responda-me se for imprensa de verdade.

  2. Não vai ficar barato, vai ter que ter justiça isso não foi certo, oque ele fez ele tera que pagar, pois ele esta para proteger agente e não nos prejudicar mas! JUSTIÇAA JUSTIÇAA JUSTIÇAA

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