Quarta-Feira, 18 de Janeiro de 2017
COM O BIGODE DE MOLHO

Emanuel Pinheiro não quer que bombas estourem na sua cabeça

Emanuel Pinheiro não quer que bombas estourem na sua cabeça
 

Apesar de afirmar que em nenhum momento desconfiou de atos ilícitos na gestão do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), o recém-empossado Emanuel Pinheiro (PMDB) muito provelmente está preocupado com eventuais problemas que possam cair sobre sua cabeça resultante de contratos e licitações com falhas no percurso.

Baixou 13 decretos logo no primeiro dia de mandato, incluindo a suspensão de novas licitações e contratos. E mais: cancelou a licitação do transporte coletivo e pediu auditagem no contrato de concessão dos serviços de saneamento e da PPP da iluminação pública. Afinal, Mauro Mendes insistiu  até conseguiur, nas últimas semanas do seu mandato, contratar um consórcio da Bahia por R$712 milhões para instalar lâmpadas de LED nas ruas da Capital. É bom Pinheiro ficar de sombracelhas em pé mesmo.

Em Recife (PE), por exemplo, o ex-prefeito João Paulo Lima e Silva (PT) e o atual vice-prefeito da capital pernambucana, Luciano Siqueira (PC do B), que ocupava o mesmo cargo na outra gestão, foram condenados pela Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária por burlar a Lei de Licitações entre 2002 a 2004. Ainda cabe recurso da decisão.

No mesmo processo, o juiz Honório Gomes do Rego Filho condenou também a ex-chefe de gabinete do petista e dois assessores da prefeitura. Os cinco pegaram três anos e cinco meses de reclusão e terão que pagar multa.

Segundo a denúncia, os acusados dispensaram procedimentos licitatórios. Entre os anos de 2002 a 2004, a Prefeitura do Recife contratou a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para realizar consultoria e implantar a modernização em 15 secretarias.

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