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DE CASA NOVA

Polícia Federal ocupa antigo prédio da Soy Group, dessa vez para ficar

Da Redação

Equipe

03/01/2018 17h08 | Atualizada em 03/01/2018 19h39

O prédio onde funcionava a sede da empresa Soy Group, localizada nas proximidades da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá, foi ocupado definitivamente pela Polícia Federal. O local já foi cenário de golpes milionários de até R$ 50 milhões de reais e desde o final de 2017 é o endereço oficial da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso, ao menos até acabar a reforma do prédio da instituição na Avenida Historiador Rubens de Mendonça. 

A Soy Group envolveu um dos casos mais bizarros da história da corrupção em Mato Grosso que desencadeou a Operação Castelo de Areia. A companhia foi acusada pelo Ministério Público do Estado de ter sido usada para oferecer empréstimos fraudulentos que teriam provocado prejuízos milionários. O imóvel era alugado pelos integrantes da quadrilha, formada por  Walter Magalhães Júnior, apontado como o líder e também pelo ex-vereador cassado e advogado João Emanuel Moreira Lima. Também foram denunciados pelo MPE a esposa de Walter, Shirlei Matsouka, Evandro José Goulart, Marcelo Costa,  o juiz aposentado compulsoriamente Irênio Fernandes e o advogado Lázaro Moreira Lima, respectivamente pai e irmão de João Emanuel e o integrante mais famoso do bando, Mauro Chen Quonpeng.

Um conto chinês

Segundo descrição das vítimas, Mauro Chen e o ex-vereador protagonizavam um verdadeiro teatro chinês para envolverem as vítimas. Ambos fingiam conversar em mandarim para convencê-los a assinarem supostos contratos. O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, João Emanuel, era responsável por ‘traduzir’ a fala do falso chinês que também fazia parte do esquema. 

Segundo a denúncia, os membros da quadrilha captavam pessoas com interesse em empréstimos com juros menores ou que queriam investir em imóveis. Depois, acertavam o valor da transação, firmavam pré-contratos e pediam que fosse depositado dinheiro para confirmar o negócio. O dinheiro era recebido, mas os valores não eram concretizados e valores depositados pelos investidores não eram devolvidos.

O prédio tem 2,6 mil metros quadrados de área total, sendo que o preço do metro quadrado estaria entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Apesar de o aluguel do prédio ser uma ação absolutamente válida, fica impossível não se questionar: será que a PF não tinha um local com um histórico menos estranho para alugar até acabar a sua reforma? Sinal que o gosto do ex-vereador Emanuel por coisas finas, parece ter agradado os federais.

 

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