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EMPREGOS

Maioria dos empregos criados em julho foi na linha de produção da indústria

O alimentador de linha de produção foi o profissional com o melhor desempenho na criação de vagas, segundo ranking do Ministério do Trabalho

12/09/2017 08h51 | Atualizada em 18/09/2017 08h31

Maioria dos empregos criados em julho foi na linha de produção da indústria

Fábio Tito/G1

Em julho, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o alimentador de linha de produção foi o profissional com o melhor desempenho na criação de vagas, segundo ranking do Ministério do Trabalho. No mês, foram criados 12.594 empregos com carteira assinada na indústria da transformação.

A atividade aparece na primeira colocação no ranking por ocupação do saldo de empregos do mês, com a criação de 12.002 vagas e salário médio de admissão de R$ 1,2 mil. Elas estão principalmente nas empresas da indústria de produtos alimentícios e das do material de transporte, subsetor que inclui a produção automobilística.

Alimentação de linha de produção está presente em diferentes etapas da fabricação de produtos alimentares e bebidas, artigos de borracha e plástico, máquinas, equipamentos e aparelhos de material elétrico. Mas ainda é majoritariamente masculina.

Das mais de 12 mil vagas criadas, 84% foram ocupadas por homens, a maioria jovens. Do total de contratados, 55% tinham entre 18 e 24 anos e 16% entre 25 e 29. Os empregados na faixa dos 30 aos 39 anos ocuparam 23% do saldo de empregos.

Já a escolaridade predominante foi o ensino médio (completo ou incompleto), que respondeu por 75% do saldo de empregos no mês. Os empregados com até o ensino fundamental completo foram 22% do total. Trabalhadores com nível superior foram minoria, com apenas 3% das novas contratações.

Outras ocupações

O ranking das ocupações para julho mostra também um índice alto de contratação nas atividades relacionadas à agricultura, como trabalhador volante no campo e no cultivo de árvores frutíferas. Elas figuram na segunda e terceira colocações, respectivamente, e somam 9.628 novos postos.

Em quarto lugar, ficou servente de obras, com saldo de 4.458 postos, que reflete o desempenho da construção civil, que, após 33 meses de desempenhos negativos, criou 724 vagas formais em julho. A última vez que o saldo de empregos formais havia sido positivo no setor foi em setembro de 2014, quando tinham sido abertos 8.437 postos.

Ranking das ocupações de acordo com o saldo de vagas:

Alimentador de Linha de Produção: 12.002

Trabalhador Volante da Agricultura: 4.953

Trabalhador no Cultivo de Árvores Frutíferas: 4.675

Servente de Obras: 4.458

Auxiliar de Escritório, em geral: 4.213

Faxineiro: 3.566

Repositor de Mercadorias: 2.781

Assistente Administrativo: 2.559

Embalador à Mão: 2.457

Atendente de Lojas e Mercados: 2.268

Trabalhador da Cultura de Cana-de-Açúcar: 2.189

Recepcionista, em geral: 1.985

Técnico de Enfermagem: 1.920

Auxiliar nos Serviços de Alimentação: 1.708

Atendente de Lanchonete: 1.655

Operador de Telemarketing Receptivo: 1.280

Armazenista: 1.150

Trabalhador no Cultivo de Espécies Frutíferas Rasteiras: 1.064

Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais): 1.060

Vendedor de Comercio Varejista: 1.058

FONTE: G1

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