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INVESTIGAÇÃO

Linha de investigação aponta envolvimento de milícias

Em entrevista à CBN, Ministro da Segurança afirmou ainda que investigações de casos como o do pedreiro Amarildo e da juíza Patricia Accioli demoraram mais de 30 dias para resolução

16/04/2018 15h59 | Atualizada em 16/04/2018 16h09

Linha de investigação aponta envolvimento de milícias

Fabio Motta/Estadão

O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na manhã desta segunda-feira (16) que a principal linha de investigação da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes envolve milícias. Durante a tarde, a família da vereadora irá encontrar com o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, para saber o andamento das investigações.

“Eles partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco. Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas. Eu diria que, hoje, apenas uma delas e os investigadores têm caminhado bastante adiante. Essa hipótese mais provável é a atuação de milícias no Rio de Janeiro”, declarou Jungman, em entrevista dada ao Jornal da CBN.

O caso completou 1 mês no último sábado (14), com poucas informações da polícia e nenhum apontado como autor ou mandante do crime. O ministro lembrou que casos como as mortes do servente de pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, e da juíza Patrícia Accioli, em 2011, levaram mais de um mês para serem resolvidos. "O caso Amarildo demorou 90 dias para ser resolvido. O caso da Patricia Accioli demorou 60", explicou.

Família de Marielle se reúne com polícia

A família da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março na região central do Rio de Janeiro, se reúne com o chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, na tarde desta segunda-feira (16). O encontro, que começou por volta das 14h15, tem como objetivo expor o andamento das investigações sobre a morte da parlamentar e do motorista Anderson Gomes.

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) e a arquiteta Monica Tereza Benício, companheira da vereadora, compareceram ao encontro. Ela disse aos jornalistas que a família e amigos presentes se sentiram reconfortados depois da conversa com Rivaldo Barbosa.

Após o encontro com os parentes da vereadora, porém, o chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, não comentou as afirmações do ministro.

Segundo ele, porém, a Polícia Civil já entendeu "grande parte do cenário do crime", mas ainda faltam "procedimentos", disse.

Crime completou um mês

No último sábado (13), a morte de Marielle e Anderson completou 30 dias. Criminosos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Ela foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça.

A única sobrevivente, uma assessora da vereadora que estava no carro e tem o nome mantido em sigilo, deixou o país com a família por medo de represálias.

Desde a morte de Marielle e Anderson, atos pedindo justiça e a apuração dos fatos têm acontecido em vários pontos do país.

O Disque Denúncia já recebeu, até às 10h55 desta segunda-feira, 102 denúncias relativas ao caso da vereadora Marielle Franco.

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FONTE: G1

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