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VIÚVA NEGRA

Mulher é condenada a mais de 44 anos de prisão por mortes de marido e amante em MT

O esposo da ré foi morto a facadas, enquanto que a segunda vítima, que tinha participado do primeiro crime, foi assassinada a golpes de enxada; os crimes ocorreram em 2016 e 2017

Da Redação

Equipe

03/08/2021 17h03 | Atualizada em 04/08/2021 09h21

Mulher é condenada a mais de 44 anos de prisão por mortes de marido e amante em MT

Jandirlei-Cleia-Gino/Montagem

O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop (500 km de Cuiabá–MT) condenou Cleia Rosa dos Santos Bueno a 44 anos e nove meses de reclusão pelas mortes de Jandirlei Alves Bueno e Adriano Gino. As vítimas eram marido e amante da mulher. A decisão saiu na última sexta-feira (30 de julho), depois de três dias de julgamento.



Além da ‘Viúva Negra’, também foram sentenciados Adriano dos Santos e José Graciliano dos Santos. Ambos foram condenados a 13 anos e seis meses e 16 anos, sete meses e 15 dias, respectivamente, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da segunda vítima.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o primeiro crime ocorreu em outubro de 2016. A mando de Cleia Rosa, Adriano Gino, com quem a ré mantinha um relacionamento extraconjugal, e outro indivíduo não identificado mataram Jandirlei Bueno com golpes de faca.

Segundo as investigações, a mulher e Jandirlei passavam por uma crise no relacionamento pouco antes da consumação do crime. A ‘Viúva Negra’ teria facilitado a entrada do amante na residência em que morava com o marido casa para cometer o assassinato, simulando um latrocínio.



O crime foi praticado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel.

Com a morte de Jandirlei, Cleia Rosa e Adriano Gino passaram a morar juntos. Porém, após alguns meses, a relação estremeceu e ele passou a ameaçá-la em caso de separação.

Em dezembro de 2017, a mulher dopou o companheiro e contratou outros dois homens, identificados como Adriano dos Santos e José Graciliano dos Santos, para matar o parceiro enquanto o mesmo dormia. A denúncia narra que Gino foi morto a golpes de enxada.

Em seguida, a vítima foi enrolada em um edredom e levada até uma região de mata, onde os criminosos atearam fogo no corpo e o enterraram em uma cova rasa, em uma área isolada.

Aos condenados foi negado o direito de recorrer em liberdade e mantida a prisão preventiva.



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