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BOMBEIROS

Justiça adia mais uma audiência no processo contra a tenente Ledur

Juiz da 11ª Vara Militar, Marcos Faleiros, atendeu a defesa da testemunha de perito, Dionísio José Bochese Andreoni, para que a audiência fosse suspensa

Reinaldo Fernandes

Repórter

16/09/2019 17h16 | Atualizada em 16/09/2019 17h45

Justiça adia mais uma audiência no processo contra a tenente Ledur

Reprodução/Internet

A audiência de instrução no processo contra a tenente Izadora Ledur Souza Dechamps teve novo adiamento. O juiz da 11ª Vara Militar, Marcos Faleiros, atendeu a defesa da testemunha de perito, Dionísio José Bochese Andreoni, para que a audiência fosse suspensa por causa de choque com agenda de outro caso de seu advogado. A audiência foi remarcada para 4 de novembro.



“A defesa pediu para redesignar porque já havia outra audiência de outro processo marcada para a mesma data e não teria outro advogado para acompanhar o cliente, que, no caso, é a testemunha Dionísio. O juiz acatou a justificativa e remarcou a data para ouvi-lo”, informou a assessoria do Tribunal de Justiça.

Dionísio José Bochese Andreoni seria ouvido nesta segunda-feira (16), às 14h. Ele é o médico responsável pelo laudo que aponta a causa da morte do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Patrício Lima Claro, 21, durante treinamento comandado pela tenente Ledur, em 2016.

O adiamento da audiência tem efeito no agendamento da para a tenente ser ouvida, visto que a pela regra judicial, o réu é o último a ser ouvido no andamento preliminar do processo. Nos dias 15 e 16 de abril passado, o juiz Marcos Faleiros ouviu as testemunhas apresentadas pela defesa de Ledur.



Ela seria ouvida no dia 30 do mesmo mês, mas uma semana antes Faleiros decidiu convocar o médico Dionísio José Bochese Andreoni para dar esclarecimento sobre informações no laudo. Ele atestou que o aluno Rodrigo Patrício morreu em decorrência de hemorragia cerebral por causa natural.

O aprendiz morreu em 15 de novembro de 2016, após passar mal durante aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Na denúncia do Ministério Público do Estado (MPE) diz que Rodrigo teve dificuldades nos exercícios de flutuação, nado livre e outros. E classificou os métodos utilizados pela tenente Ledur como abusivos.

Ela foi investigada num inquérito policial militar (IPM) e inocentada da acusação. O processo na Justiça Militar se arrasta há quase três anos

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