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CAUSO MAL EXPLICADO

Imagens do autor da denúncia contra Arcanjo desaparecem do Fórum

Denunciador teria acusado Arcanjo e seu genro de terem voltado a comandar postos do jogo do bicho em Mato Grosso

Allan Pereira

Jornalista

13/09/2018 17h39 | Atualizada em 13/09/2018 17h58 2 comentarios

Imagens do autor da denúncia contra Arcanjo desaparecem do Fórum

Alair Ribeiro/Midia News

As filmagens que poderiam apontar o autor das denúncias anônimas contra João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovani Zen foram destruídas e/ou perdidas. Os dois foram acusados pelo anônimo de terem voltado a comandar postos do jogo do bicho. A informação foi confirmada pelo advogado Zair Arbid que faz a defesa da maioria dos processos de Arcanjo.

Em audiência no dia 2 de agosto, Arcanjo e genro negaram que haviam voltado a comandar o jogo do bicho. Com base na alegação, o juiz Geraldo Fidelis e o Ministério Público Estadual queriam saber quem foi o autor das denúncias anônimas feitas contra o condenado.

O magistrado pediu então à diretoria do Fórum para compartilhar imagens do circuito interno de segurança e identificar a pessoa. O denunciador anônimo teria protocolado três documentos no Fórum de Cuiabá nas tardes dos dias 26 e 27 de junho e 17 de julho. Entretanto, ao assinar os papéis, o sujeito teria escrito o próprio nome de forma ilegível.

Como o denunciador não foi identificado, o juiz não pode prosseguir com interrogatórios para esclarecer esse ponto. O conteúdo desta denúncia apontou Arcanjo passou o comando do jogo do bicho a seu genro Giovani Zen. Por sua vez, Zen teria dado máquinas de apostas para Alberto Jorge Toniasso.

Por causa desta denúncia, João Arcanjo Ribeiro e seu advogado voltaram a fórum na tarde desta quinta (13). Mas eles não estavam sozinhos. O suposto bicheiro Alberto Toniasso também estava ali para explicar o conteúdo da queixa.

Alberto Toniasso em audiência no Fórum. Foto: Alair Ribeiro/Midia News

Ainda naquela mesma audiência do dia 2 de agosto, Arcanjo diz que não se recorda de nenhum Alberto. E disse que não voltaria a cometer crimes e que "segue estudando e trabalhando".

Quando foi chamado pelo juiz, Alberto disse que não tinha "nada a esclarecer" e que não tinha conhecimento de nada dos fatos sobre a denúncia. Aliás, ele disse que só ficou tomou conhecimento do caso pela imprensa.

Frente a frente com Arcanjo, ele também disse que não o conhecia. "Primeira vez que estou vendo esse senhor", disse. O juiz chegou a lhe perguntar duas vezes se sentia constrangido com a presença do ex-bicheiro, mas ele disse que não.

Contudo, Alberto confirmou que esteva em um dos estabelecimentos de Arcanjo quando foi agredido. Ele tinha sido chamado por um amigo e queria conversar com ele, mas que não sabia que o escritório pertencia a Arcanjo. Quando chegaram ao local, um grupo de pessoas estava presente.

Segundo ele, essas pessoas jogaram uma máquina do jogo do bicho, que Alberto carregava, no chão. Em seguida, eles lhe desferiram um tapa no rosto. Alberto disse quem não se lembra de quem foi o auto da agressão, pois ficou assustado e abaixou a cabeça.

Alberto disse que este episódio ocorreu em novembro ou dezembro de 2017. Ou seja, quando Arcanjo ainda estava em uma penitenciária. Ele só seria liberto no final de fevereiro do ano seguinte.

Em audiência, Giovani Zen disse que Alberto os procurou e que teria lhes oferecido pontos de venda do jogo do bicho para que os dois pudessem explorá-los e comandá-los. "Ele perguntou se eu tinha interesse em jogo do bicho e respondi que ele estava enganado, porque a gente não trabalha com isso”, disse em juízo.

Segundo Giovani, Alberto teria insistido na oferta. Contudo, ele continuou a negar e tirou da sala. Ele negou agressões.

De acordo com Alberto, após a suposta agressão e cinco dias depois, ele foi levado por um advogado a fazer um boletim de ocorrência. Esse jurista o convenceu então a registrar a queixa.

Arbid chamou a atenção para o fato de Alberto ter demorado cinco dias para prestar queixa a polícia. "Será que alguém que é agredido, será que alguém que perde uma máquina, não sai na hora e faz a ocorrência policial?", questionou.

"Ninguém é tolo o bastante para ficar acreditando nessas fábulas.  Ninguém. Agora, esperar cinco dias que um anjo da guarda apareça na sua casa para tomar essa providência me cheira um negócio muito trágico", complementou.

Para Arbid, a denúncia levanta suspeita mais grave ainda. "Que João Arcanjo Ribeiro é alvo de campanhas maldosas, é alvos de armações. E isso ficou caracterizado", disse.

Caso Arcanjo voltasse a cometer ilegalidades e descumprir a decisão que lhe tirou da prisão, ele poderia voltar para uma penitenciária. Ele cumpre regime semiaberto com o uso da tornozeleira eletrônica desde o final de fevereiro deste ano. Ele pode circular pela cidade pela manhã, mas ele deve se recolher em sua residência entre as 20h e 6h.

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2 COMENTÁRIOS

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