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OPERAÇÃO BERERÉ

Ministra nega rever decisão e mantém Savi no CCC

Defesa pediu que ministra reconsiderasse decisão de colega que negou revogar prisão preventiva no dia 31 de julho

Allan Pereira

Jornalista

10/08/2018 07h21 | Atualizada em 09/08/2018 15h26

Ministra nega rever decisão e mantém Savi no CCC

ALMT

A ministra Maria Thereza de Assis Moura negou rever decisão do colega para conceder habeas corpus ao deputado Mauro Savi (DEM) e o manteve encarcerado no Centro de Custódia da Capital (CCC) sob o âmbito da Operação Bereré. A reconsideração foi negada na tarde desta terça (7) em despacho publicado no sistema do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a negativa, uma possível candidatura do parlamentar fica cada vez mais distante.

A defesa impetrou o habeas corpus após o partido Democratas confirmar sua candidatura. Os advogados do deputado preso queriam reverter a decisão dada pelo ministro Humbero Martins que negou no dia 31 de julho a revogação da cautelar de Savi.

Na ocasião, o magistrado pontuou que "o caso não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento do pedido em caráter de urgência", pois a defesa não apontou "situação configuradora de abuso de poder ou manifesta ilegalidade sanável" por ele.

Apesar de vários habeas corpus negados, há ainda uma última chance para Savi. O deputado preso também aguarda ainda a decisão da extensão de um habeas corpus dado ao empresário José Kobori. Este conseguiu a liberdade no dia 27 de julho pelo ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF).

Savi está preso preventivamente há 3 meses no Centro de Custódia da Capital. O parlamentar é apontado por ser o chefe da organização criminosa que desviou R$ 27,7 milhões do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran). As irregularidades foram identificadas pelo Ministério Público Estadual em um contrato firmado entre o órgão com a empresa EIG Mercados - da qual Kobori foi presidente até 2016.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), os valores repassados à EIG retornavam como pagamento de propina a políticos, agentes públicos e empresários.

O caso está relacionado à nova fase da Operação Bereré, chamada de Bônus e deflagrada no dia 09 de maio. Junto com savi, os advogados Paulo Taques e Pedro Jorge Taques lhe fazem companhia na cadeia.

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