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TEVE QUE SE EXPLICAR

Arcanjo vê lista como maldade e disse que não voltaria a cometer crimes

Ele foi intimado a comparecer no fórum e justificar o porquê de seu e de sua esposa aparecerem em uma lista do jogo do bicho apreendido pela Policia

Allan Pereira

Jornalista

02/08/2018 16h31 | Atualizada em 02/08/2018 19h13

Arcanjo vê lista como maldade e disse que não voltaria a cometer crimes

Midia News

João Arcanjo Ribeiro voltou para o Fórum de Cuiabá na tarde desta quinta (2). Acompanhado pelo advogado Zaid Abid, o condenado teve que explicar ao juiz Geraldo Fidelis o porquê de seu nome e de sua esposa aparecem em uma lista do jogo de Cuiabá. A audiência começou as 14h30 na 2º Vara Criminal no Fórum de Cuiabá.

Na audiência, o advogado falou por seu cliente. Arbid negou que Arcanjo tenha voltado a práticar crimes. Na ocasião, o jurista questionou a acusação e disse que ele não seria "estúpido" a cometer tais ilícitos novamente.

“Ele não iria trocar a liberdade sacrificada dele por conta de jogo do bicho. A última coisa que se pode pensar de João Arcanjo Ribeiro é que ele seja estúpido. Jamais ele será estúpido. Ele é um homem conhecido como empreendedor. Ele não vai voltar os passos para trás”, afirmou.

A Segunda Vara recebeu denúncias de que Arcanjo tinha voltado ao mundo crime. Com base em material apreendido da Policia Civil, uma lista citava o seu nome e de sua esposa Silvia Chirata. O papel foi encontrado durante a deflagração de uma central do jogo do bicho em Cuiabá.

Arbid pontuou também que a acusação não era para incriminar o seu cliente, mas era uma maldade contra ele. O advogado disse que a denúncia foi armada e que "é muito cômodo acusar sem dar o nome".

“Você deixaria anotado o nome do seu pai, filho, marido no local do crime? É lógico que foi preparado. Ninguém em sã consciência vai sair para delinquir e deixar o rastro da família", afirmou.

O advogado ainda disse que esta acusação pode ter sido feita por pessoas que não só possuem dívidas com Arcanjo, mas por quem mantê-lo distante dos negócios."Mas ele só quer uma coisa hoje: viver bem e conservar a liberdade que ganhou”, disse.

Por fim, Zaid Arbid falou que a única intenção de Arcanjo é curtir a liberdade e que reverencia o Poder Judiciário.

Arcanjo cumpre regime semi-aberto com o uso da tornozeleira eletrônica desde o final de fevereiro deste ano. Ele pode circular pela cidade pela manhã, mas ele deve se recolher em sua residência entre as 20h e 6h. Ele foi preso por ser o mandante do asssassinato Domingos Sávio Brandão, dono do jornal Folha do Estado.

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