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BERERÉ E BÔNUS

Ação contra Savi, irmãos Taques e empresários é separada por Zuquim

Agora serão julgados em processos à parte dos quase 60 réus em caso que investiga um esquema de desvios de R$ 27,7 milhões do Detran

Allan Pereira

Jornalista

05/07/2018 14h01 | Atualizada em 05/07/2018 14h32 1 comentario

Ação contra Savi, irmãos Taques e empresários é separada por Zuquim

Assessoria

O desembargador José Zuquim Nogueira determinou o desmembramento de 6 dos quase 60  réus da ação penal referente a Operação Bereré, que investiga um suposto esquema de corrupção que teria desviado R$ 27,7 milhões do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran/MT), e que tramita na segunda instância do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Na prática, eles terão processos separados dos demais. Zuquim desmembrou a ação o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-secretário Paulo Taques, o advogado Pedro Jorge Taques e os empresários Valter Kobori, Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos. A decisão foi dada nesta quarta (04).

A exceção de Claudemir, todos os outros "desmembrados" estão presos no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) há quase dois meses, quando foi deflagrada a segunda fase da Operação Bereré, chamada de Bônus. Eles tentaram diversos recursos no TJMT, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, os pedidos foram reitederamente negados pelos magistrados.

Na ação penal, os quase 60 réus respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

As outras figuras denunciadas na ação são os deputados José Eduardo Botelho, José Domingos Fraga Filho, Wilson Santos, Baiano Filho, Ondanir Bortolini e Romoaldo Júnior. Também figuram como réus o ex-governador Silval da Cunha Barbosa, o ex-deputado federal Pedro Henry, o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes e o ex-chefe de gabinete do Poder Executivo, Sílvio Cézar Correia de Araújo.

As operações investigam as irregularidades em um contrato firmado entre o Detran com a EIG Mercados Ltda., que foi contratada para fazer registros de contratos de financiamentos de veículos. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), R$ 27,7 milhões foram desviados da autarquia. Estes valores eram repassados a EIG e retornavam como pagamentos de propina a políticos, agentes públicos e empresários. O dinheiro era então "lavado" em uma segunda empresa, a Santos Treinamento, que tinha uma parceria com a companhia.

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