PUBLICIDADE
DANO AO ERÁRIO

Gaeco: convênios fraudados com Faesp superam R$ 70 milhões

Operação Convescote visa desarticular uma organização criminosa que atuou para saquear os cofres públicos

Cintia Borges

Repórter

20/06/2017 17h48 | Atualizada em 21/06/2017 10h52 1 comentario

Gaeco: convênios fraudados com Faesp superam R$ 70 milhões

Reprodução

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) apura desvios de dinheiro público em convênios celebrados entre a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp) e instituições públicas como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), Assembleia Legislativa, Prefeitura de Rondonópolis e Secretaria de Estado de Infraestrutura, que superam R$ 70 milhões, na Operação Convescote. 



De acordo com o Gaeco, o esquema funcionava da seguinte maneira: instituições públicas firmavam convênios com a Faesp para prestação de serviços de apoio administrativo. A Fundação, por sua vez, contratava empresas de fachadas para terceirização de tais serviços. Ao final, os recursos obtidos eram divididos entre os envolvidos, sendo que o responsável pela empresa normalmente ficava com uma pequena porcentagem do montante recebido e o restante era dividido entre funcionários da fundação e servidores do TCE.

Até o momento, conforme o Gaeco, já foram identificadas oito empresas irregulares que participaram do esquema. Nesta terça-feira, durante a operação Convescote, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres, 16 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. Todos foram expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital.

O convênio celebrado em 2015 entre a Assembleia Legislativa e a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) para assessoria técnica a Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) do Legislativo prevê o pagamento de R$ 100 milhões a Faesp (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual) – que é a responsável por fornecer tal assessoria e que é alvo da Operação Convescote.



O contrato foi assinado pelo então presidente e 1º secretário da Assembleia, Guilherme Maluf (PSDB) e Ondanir Bortolini (PSD) – “Nininho”, respectivamente, em 13 de junho de 2015, tendo prazo de 12 meses de duração e valor de R$ 20 milhões.

Além do crime de constituição criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa.

Confira nomes abaixo

Prisão preventiva:
 
Claudio Roberto Borges Sassioto
 
Marcos Moreno Miranda
 
Luiz Benvenuti Castelo Branco de Oliveira
 
Jose Carias da Silva Neto Neto
 
Karinny Emanuelle Campos Muzzi de Oliveira
 
João Paulo Silva Queiroz
 
José Antônio Pita Sassioto
 
Hallan Goncalves de Freitas
 
Marcos Jose da Silva
 
Jocilene Rodrigues de Assunçao
 
Eder Gomes de Moura
  
Condução coercitiva:
 
Marcos Antonio de Souza
 
Fadia Kassin Fares Garcia
 
José Augusto Proenca de Barros
 
Lázaro Romualdo Gonçalves de Amorin
 

Leia mais

.


1 COMENTÁRIO

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

  1. Maluf, Botelho e Nininho fazem o Riva parecer um amador.

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE