Quinta-Feira, 30 de Março de 2017
VÍTIMAS CARBONIZADAS

Ex-pastor é condenado a quase 30 anos por morte de ex e filha, em 2015

Valdo dos Reis Mandinga foi acusado de ter matado e carbonizado corpo das vítimas, que foram encontradas em lixão de VG

Ex-pastor é condenado a quase 30 anos por morte de ex e filha, em 2015
 

Após seis horas de julgamento, o pastor evangélico Valto dos Reis Mandinga, de 44 anos, foi condenado a 27 anos e 03 meses de prisão em regime fechado pelas mortes da ex-namorada, Simone da Luz Feitosa, 37, e  da filha dela de 16 anos, Aline Feitosa Souza.

A sentença foi proferida pelo juiz Otávio Affi Peixoto, em Tribunal de Júri realizado no último dia 15, em Várzea Grande.

Há mais de dois anos, as vítimas tiveram os corpos encontrados carbonizados numa área de lixão, no Residencial Paiaguás, em Várzea Grande. Elas moravam em Poconé (104 km da Capital).

Desde as investigações policiais, no qual o pastor Mandingo sempre foi tido como o principal suspeito, ele negou ter cometido os crimes.

Um vigilante testemunhou, na época das investigações, ter visto um carro perto do local onde os corpos das vítimas foram deixados.

Ele relatou à polícia que, depois que o veículo passou, escutou um estrondo, acompanhado de um clarão, e viu as chamas. Depois, viu o carro ao lado do fogo, e um homem entrando no veículo e saindo em alta velocidade.

Mandinga foi acusado pelos crimes de duplo homicídio qualificado (meio cruel e sem chance de defesa das vítimas) e feminicídio. Além disso, ele deverá pagar 20 dias/multa no valor de 1/30 do salario mínimo vigente a época do fato.

Ao proferir a sentença o juiz julgou os crimes como de "extrema reprovação".

“Retirando a vida de uma adolescente, com severas consequências para seus familiares e, ainda, a forma de execução, que a morte de Aline se deu por carbonização, sendo que a forma com que se praticou o crime não pode ser aqui analisada, já que a crueldade para a prática do delito já qualificou o crime. [...] Ante as severas consequências do fato praticados em conjunto com o homicídio da filha, atingindo o núcleo familiar indelevelmente”, disse o magistrado ao considerar o dano familiar da morte de mãe e filha.

A defesa do pastor ainda poderá recorrer da sentença proferida. 

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