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Jornalista Wianey Carlet morre aos 68 anos em Porto Alegre

Ele havia passado por cirurgia cardíaca, e evoluiu mal após ter alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital São Francisco.

29/09/2017 10h47 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Jornalista Wianey Carlet morre aos 68 anos em Porto Alegre

Reprodução

O jornalista João Wianey Carlet morreu aos 68 anos no Hospital São Francisco, em Porto Alegre, na madrugada desta sexta-feira (29), após complicações decorrentes de uma cirurgia vascular nas pernas.

Conforme informações da emissora Band RS, onde o jornalista trabalhava atualmente, a cirurgia foi bem sucedida, mas evoluiu mal após Wianey ter alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

"Ocluiu [fechou] uma artéria coronária, o que foi um evento desastroso com choque e parada cardíaca", diz o comunicado divulgado pela empresa.

Wianey nasceu na cidade de Três Passos, no Norte do Rio Grande do Sul, e começou a carreira na rádio e TV Difusora, passando ainda pela Caldas Júnior e pelo Grupo RBS, onde foi comentarista da rádio Gaúcha e integrou o Sala de Redação ao lado de Paulo Santana e Lauro Quadros, além da coluna que assinou no jornal Zero Hora. No dia 4 de setembro, estreou no programa Toque de Bola da Rádio Bandeirantes.

"Logo contagiou aos colegas com sua simpatia e competência nos microfones. Wianey era um craque da comunicação", segue a nota.

Wianey será velado no cemitério Parque Saint Hilaire, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Comentarista lembra das brincadeiras
O comentarista Maurício Saraiva conta que teve o primeiro contato com Wianey ainda nos anos 90, quando os dois trabalharam na rádio Guaíba.

"Ele era chefe do Esporte na Guaíba, e eu trabalhava no jornalismo. Sempre tivemos muita simpatia, aquela coisa de dar liga com uma pessoa. Fui trabalhar ao lado dele já em 2014, quando passei a integrar o time de comentaristas da rádio Gaúcha. Fiz muitos Salas de Redação com ele. Era muito divertido, porque discordávamos muito sobre futebol, mas sempre com muito carinho, brincadeira e posição firme, sem agressividade".

Maurício lembra com carinho da forma como era chamado por Wianey após fazer comentários nos quais ponderava os dois lados de uma questão. "Ele me chamava de Márcia Windsor, que era jurada de programa de calouros que dava 10 para todo mundo. Daí eu respondia: 'o nome disso é raciocínio, tu ainda vai chegar lá'. Tínhamos esse tratamento, de se gostar, de respeito mútuo", conta.

"No microfone ele era muito ágil, agressivo, mas depois abria o sorriso de uma criança de 5 anos de idade", finaliza Saraiva.

'Era um personagem'
O comentarista Cláudio Britto conta que contratou Wianey para trabalhar na rádio Difusora (hoje Bandeirantes) na década de 70. "A Copa de 78 foi o nosso primeiro convívio. O Wianey, que agora perdemos, tinha fama de ser hipocondríaco. Quando ele foi para a Argentina, para a Copa do Mundo, foi levando mil comprimidos, remédios e tudo mais. E se fazia muito folclore com isso", conta.

Britto diz que um dos traços mais marcantes na personalidade de Wianey era a lealdade. "Era um amigo sincero", diz ele, mas também lembra das brincadeiras, que acabaram se transformando sua personalidade no rádio nos últimos anos de carreira.

"Jocoso, gostava muito de brincar, brincava com palavrão, dizia que estava bravo. Aquilo que ele, no momento final da carreira, não é o Wianey, era um personagem [...] que na verdade não tem nada a ver com ele", conta.

FONTE: G1

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