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ESPORTE

Grande aceitação do futebol feminino na última Copa traz esperança para clubes e atletas

Mundial disputado na França recebeu atenção inédita em todo o mundo, inclusive no Brasil; desafio é atrair investimentos permanentes para a modalidade

06/08/2019 15h15 | Atualizada em 06/08/2019 15h25 1 comentario

Grande aceitação do futebol feminino na última Copa traz esperança para clubes e atletas

Divulgação

 O mundo tem visto uma forte mudança nos últimos anos, onde o protagonismo feminino tem alcançado uma justa notabilidade. Depois de séculos de opressão social e de pouco espaço em lugares de liderança, as mulheres começaram a ocupar gradativamente posições que outrora eram apenas direcionadas aos homens. No âmbito esportivo não foi diferente. O futebol, esporte mais popular do mundo e maior paixão do brasileiro, já foi até proibido para mulheres no Brasil por quase 40 anos. Hoje, a melhor jogadora do mundo é brasileira.



Mesmo com o desenvolvimento tardio, o futebol feminino no Brasil parece estar mais perto de, finalmente, viver dias melhores. Um incentivo e tanto veio em 2019: uma resolução da CBF cobra que, a partir deste ano, todos os clubes da série A do Campeonato Brasileiro tenham uma equipe feminina adulta e uma “de base”, que disputem ao menos um campeonato oficial. A decisão acompanhou uma regra da Confederação Sul-­Americana de Futebol que também passou a valer neste ano.

Clubes que quiserem disputar competições continentais, como Libertadores e Copa Sul-Americana, também precisam manter projetos ativos de futebol feminino. As novas determinações obrigaram os dirigentes de todo o País a acordarem para a modalidade. Treze dos 20 clubes que disputam a série A iniciaram suas equipes de futebol feminino adulto em 2019. A sétima edição do campeonato brasileiro feminino reúne hoje 52 times, em duas divisões.

Motivadas por esse crescente interesse na modalidade, muitas meninas têm procurado maneiras de se inserirem no futebol. Porém, apesar dos bons frutos recentes, o caminho para as atletas ainda é muito mais difícil do que já é para os homens. Segundo dados do extinto Ministério do Esporte, a maioria dos meninos no Brasil começa a praticar esportes a partir dos 5 anos de idade. Para as meninas, esse primeiro contato acontece após os 11. Isso, claro, tende a dificultar o desenvolvimento esportivo delas.



Novo status do futebol feminino deverá trazer melhores condições

Em praticamente todas as cidades brasileiras existem escolinhas de futebol para meninos. As quadras e campos públicos são ocupados majoritariamente por meninos. Tudo isso dificulta o acesso ao futebol de base para meninas. Porém, a realidade começa a mudar lentamente. Ao menos nas grandes cidades, muitas escolas já possuem quadros femininos e trabalhos direcionados exclusivamente para as meninas.

No entanto, se a perseverança é algo mandatório para qualquer atleta de qualquer modalidade, para as meninas que querem jogar futebol, isso é ainda mais acentuado. É preciso muita força de vontade e de espírito para que novos espaços sejam abertos às meninas. A principal fonte dessas qualidades é o apoio familiar. União entre as atletas também ajudará nas reivindicações por qualidade na estrutura e nos treinamentos. Temas sensíveis, como a profissionalização e a equiparação salarial entre homens e mulheres no futebol devem ser atacados, mas, antes, condições de trabalho semelhantes precisam existir.

Investir no futebol feminino custa pouco em comparação com as cifras astronômicas que envolvem os homens. Com um orçamento anual de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões, em média, é possível montar um time competitivo. A rejeição dos dirigentes, porém, sempre esteve no retorno financeiro. Basicamente, a modalidade é deficitária, mesmo em clubes já estabelecidos no cenário nacional. A relevância dada ao esporte, sobretudo após a bem sucedida Copa do Mundo disputada na França neste ano, traz a esperança de lucratividade para a modalidade.

Patrocínios e apostas no futebol feminino já movimentam valores relevantes

Quem esteve atento, percebeu, no início de Junho, uma movimentação inédita no mercado publicitário quando a Uber resolveu patrocinar o Campeonato Brasileiro de Futebol até o fim da temporada. No período pré-Copa do Mundo Feminina, empresas que patrocinam a CBF, como Itaú e Ambev, iniciaram campanhas publicitárias relativas ao vindouro torneio. Em uma peça comovente, com ares cinematográficos, a Brahma, uma das marcas da Ambev, trouxe para o horário nobre a trajetória pessoal e profissional de Marta, principal jogadora do Brasil. A campanha foi destaque em veículos da mídia publicitária e marcou um dos primeiros investimentos de grande porte de uma marca não esportiva no futebol feminino.

Quem também trouxe um novo fluxo de dinheiro ao futebol feminino foram os sites de apostas em futebol. Nunca antes os valores investidos pelos apostadores foram tão relevantes, em se tratando do futebol para mulheres. Uma profusão de estudos e prognósticos surgiu na internet, e os prêmios pagos aos ganhadores ficaram tão atraentes quanto os de tradicionais torneios masculinos. Juntamente com isso, veio a cobertura da imprensa esportiva. A ESPN, por exemplo, promoveu mesas-redondas somente com comentaristas mulheres durante a Copa. É importante lembrar que os principais anunciantes do canal são os sites de apostas esportivas.

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