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MMA FEMININO

Miesha Tate descarta voltar ao UFC como peso mosca

Ex-campeã rejeita mudar de divisão e valoriza fase sem pressão

19/05/2017 12h19 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Foto: Reprodução

Por SuperEsportes

Afastada do MMA desde a derrota para Raquel Pennington, por decisão unânime, no UFC 205, em Nova York, em novembro do ano passado, Miesha Tate dificilmente desistirá da aposentadoria. A ex-campeã peso galo não se mostrou empolgada nem mesmo com o anúncio da criação da nova divisão feminina da organização, a dos moscas (até 57kg) e disse que não voltará a lutar.

Miesha Tate, grande rival de Ronda Rousey, outra ex-campeã dos galos, perdeu o cinturão ao ser finalizada por Amanda Nunes no UFC 200, em julho do ano passado. A derrota, a segunda consecutiva, para Raquel Pennington levou a Cupcake a anunciar a aposentadoria. E ela deixou claro que não há a menor intenção de voltar a pisar no octógono, seja por um bom salário ou para lutar em nova divisão feminina.

“Não há nenhuma categoria de peso ou quantidade de dinheiro que possa me dar vontade de voltar ao esporte. A única coisa que me faria querer competir de novo é o meu coração. Isso é tudo o que eu ouço”, afirmou a lutadora de 30 anos, em entrevista ao site MMA Junkie. Em nove anos de carreira, ela acumulou cartel de 18 vitórias e sete derrotas, conquistando o cinturão peso galo do UFC em março de 2016, ao desbancar Holly Holm, algoz de Ronda Rousey.

Miesha descartou retornar na nova divisão dos moscas, considerando que o corte de peso exigiria um grande esforço e poderia lhe comprometer a saúde. “Estou cansada de cortar peso. É exaustivo demais. Prefiro não cortar peso algum e lutar na categoria dos penas. A divisão dos moscas não me interessa. Quando eu não conseguia fazer o corte com a dieta, ficava muito frustrada. E,finalmente, fiz um exame e descobri problema na tireoide. Por isso não conseguia fazer o corte de peso”, declarou.

Além de não demonstrar interesse em cortar peso, a ex-campeã do UFC disse que vive um momento positivo longe do octógono, sem cobrança ou pressão. “Estou feliz agora, sinto que tenho todos os benefícios de treinar sem a pressão da parte final de um camp, que é muito difícil. Definitivamente, não quero voltar. Não tenho essa ‘coceira’ e sinto que tomei a decisão certa”, comentou a Cupcake.

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