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Educação

Em nota, UFMT comenta exoneração de professor e lamenta fraude

.autor { font-size: 12px; border: 1px solid #D1D1D1; border-radius: 5px; padding: 3px; width: 160px; background-color: #ECECEC; }   Aline Coelho - Da Redação        Foto: Mary Juruna   O professor Denis de Jesus Lima Guerra, não compõe mais o quadro docente da Universidade Federal de Mato Grosso. O educador, que era adjunto no Departamento de Química da UFMT, foi denunciado em 2011 em reportagem da Revista Piauí, após ter onze artigos anulados pela Editora Elsevier - maior editora científica do mundo. O material acadêmico cassado pela editora teria sido forjado por Lima Guerra e outros participantes da pesquisa.

13/02/2014 18h36 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Após a publicação iniciou-se um processo disciplinar que culminou com a demissão do professor no dia 13 de janeiro deste ano, conforme publicação no Diário Oficial da União. A Universidade publicou nota nesta quinta-feira (13) lastimando o ocorrido.
“A UFMT zela pela qualidade e credibilidade de suas produções científicas, por isso, lamenta que esse caso tenha ocorrido”, diz trecho do documento.
Leia a nota na íntegra:
A UFMT tomou conhecimento, pela internet, em 28 de março de 2011 e, em 31 de março, pela Folha de São Paulo. No dia 15 de abril foi nomeada uma Comissão Investigativa para apurar as denúncias da Editora Elsevier, portanto 15 dias após tomar conhecimento do fato por meio do jornal. Esse prazo se deve à necessidade de encontrar pessoas aptas para integrar a Comissão, dada a complexidade dos fatos. Essa Comissão recomendou a abertura de processo administrativo disciplinar contra o professor.
Em 19 de agosto de 2011, após a entrega do relatório da Comissão Investigativa, foi designada a Comissão Processante, composta por dois membros procuradores federais e um professor da UFMT. Esta comissão concluiu os trabalhos em dezembro de 2013, com a decisão de exoneração, pela UFMT, em janeiro de 2013.
A Comissão Processante, durante o processo, solicitou inúmeras prorrogações, considerando a complexidade dos fatos e, ainda, a realização de análises periciais, documentais e testemunhais, com 14 testemunhas.
Houve por parte da Comissão zelo processual, o que garante ampla defesa das partes envolvidas. O importante é verificar que, após o recebimento do relatório, mais precisamente no dia 3 de janeiro de 2014, as penas foram aplicadas.
A UFMT zela pela qualidade e credibilidade de suas produções científicas. Por isso, lamenta que esse caso tenha ocorrido, sobretudo em um momento de expansão de sua graduação, pós-graduação e pesquisa: nos últimos cinco anos a UFMT recebeu mais de 500 novos doutores e ampliou o número de cursos de pós-graduação stricto senso, passando de 24 para 47 cursos, sendo 35 mestrados e 12 doutorados.





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