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Educação - Página 130

Sinop: prefeito vai cortar salários de professores que não retornarem às aulas

Sinop: prefeito vai cortar salários de professores que não retornarem às aulas

  O prefeito de Sinop, Juarez Costa (PMDB), reuniu a imprensa para uma entrevista coletiva em seu gabinete. Disse que os professores da rede municipal de ensino – que estão em greve há quase dois meses – que descumprirem a liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e não retornarem ao trabalho terão seus pontos cortados nos salários.   Juarez ainda informou que os professores que insistirem na greve declarada ilegal pelo TJ poderão até serem demitidos do serviço público após instalação de processo administrativo.   Professores da rede estadual de ensino deflagram greve e 450 mil alunos ficam sem aula   O gestor municipal atesta que, dos 42 itens elencados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep), 38 foram atendidos, entre eles a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), aumento da hora atividade e o pagamento do piso salarial nacional retroativo a janeiro.   A direção do Sintep já comunicou que vai prosseguir com a greve enquanto recorre da decisão do Tribunal de Justiça, dizendo que a greve está dentro da legalidade e o Poder Executivo não cumpre os acordos firmados com a categoria.   “O Sintep tem que respeitar os professores e repassar as corretas informações aos profissionais da educação. Queremos que a greve acabe. Se algum professor tem interesse em mais informações, venha conversar com o prefeito”, disse Juarez. Segundo ele, “o Sintep não permite que a imprensa participe de reuniões entre o Sindicato e a Prefeitura para tratar da paralisação”.   Servidores municipais estão em greve por tempo indeterminado   O peemedebista falou ainda que o limite da folha de pagamento está acima dos 52% e não há mais espaço para aumento de salário além do já ofertado. “Com a implantação do PCCS, a folha sobe todo o mês por causa dos ganhos verticais e horizontais. Há casos em que alguns professores saíram de R$ 1750 de salário para R$ 3050”, disse.    Juarez também condenou o que, segundo ele, seria um ato criminoso de integrantes do Sintep, que  teriam agredido verbalmente servidores públicos da prefeitura e até mesmo alguns professores que pretender retornar às salas de aula.  

Lula inaugura na Argentina universidade criada por sindicato

Lula inaugura na Argentina universidade criada por sindicato

  BUENOS AIRES (AFP) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou na quinta-feira 16, na Argentina, a Universidade Metropolitana da Educação e do Trabalho (Umet), a primeira instituição de ensino superior na América Latina criada por um sindicato.

Iniciam novos agendamentos para o exame supletivo

  Estão abertos a partir desta quarta (15.05) os agendamentos das provas do Exame Supletivo Online, para os meses de junho e julho. O Exame dá oportunidade de certificação do Ensino Fundamental e Médio para pessoas que precisam dar continuidade aos estudos ou querem o diploma para fins profissionais.

Dossiê revela lado sombrio da educação em MT
EDUCAÇÃO

Dossiê revela lado sombrio da educação em MT

  Servidores da rede estadual de educação de todo o Mato Grosso foram às ruas centrais de Cuiabá nesta quarta-feira (15) para expor a insatisfação com os rumos que a área vem tomando nos últimos anos em relação aos investimentos – ou à falta deles – em infraestrutura, manutenção, programas de aperfeiçoamento pedagógico e profissional etc.

Expulsão de alunos por orgia causa protestos na Unesp de Araraquara

Expulsão de alunos por orgia causa protestos na Unesp de Araraquara

  Um grupo de alunos promete paralisar desta terça-feira (14) até quinta (16) as aulas do campus da Unesp de Araraquara (273 km de São Paulo) em protesto contra a expulsão de seis estudantes da moradia popular acusados de praticar orgia e violar as regras do convívio local.

Cerca de 36 mil alunos ficam sem aulas a partir de amanhã em MT

Cerca de 36 mil alunos ficam sem aulas a partir de amanhã em MT

  A partir dessa segunda-feira (13) mais de 36 mil alunos estarão sem aulas por tempo indeterminado no Estado por causa da greve dos servidores em cinco cidades. Entre as principais reivindicações está a adequação dos salários e a falta de estrutura básica nas unidades. O último município em que os servidores optaram pela greve foi Várzea Grande, que inicia a parasilação amanhã.

"Avaliação pobre conduz à aprendizagem pobre", diz especialista

    Autor de 63 livros sobre educação, o espanhol Miguel Santos Guerra, de 62 anos, é referência quando o assunto é organização do sistema de ensino e avaliação escolar. Uma de suas principais teses é a de que se a avaliação dos alunos é feita de maneira pobre, a aprendizagem também será comprometida. Para Guerra, as provas não podem servir apenas para mensurar o conteúdo absorvido. Elas devem ser, sobretudo, ferramentas para facilitar a compreensão do conteúdo e melhorar a qualidade do ensino. Professor da Universidade de Málaga e membro da Comissão de Avaliação do Sistema de Ensino de Andaluzia, região no extremo Sul da Espanha, Guerra estará no Brasil no dia 22 de maio. Ele participará da 20ª edição da feira Educar/ Educador, que será realizada na capital paulista. Em entrevista ao site de VEJA, ele antecipa os tópicos que serão abordados no evento e ressalta que há algo muito errado na forma como as avaliações educacionais são conduzidas hoje: "A avaliação é vista como um sistema de verificação, comparação, classificação, hierarquização e controle. Na verdade, deveria ser o oposto: um processo de diálogo, entendimento, aprendizagem, melhoria e motivação". Leia a seguir os principais trechos da entrevista:   Qual é importância pedagógica da avaliação? A avaliação é fundamental, pois determina todo o processo de aprendizagem. O sucesso só é alcançado por meio de avaliações. Se a avaliação é feita de maneira pobre, a aprendizagem também o será. Mas é importante lembrar que avaliação não deve ser somente diagnóstico, e sim uma estratégia para a compreensão e melhoria da qualidade do ensino. Quando bem utilizada, é capaz de tornar os alunos mais competentes, bem como auxiliar os professores a ensinar melhor.    De que forma uma avaliação pobre pode acarretar em uma aprendizagem pobre? Por exemplo: se um professor avaliar o aluno aplicando provas de memorização, o aprendizado também será de memorização. Se a avaliação for feita por meio de testes objetivos, a aprendizagem se encaminhará nesse sentido. Ou seja, para ter êxito nas provas, o aluno vai se esforçar para lembrar-se de fatos, datas e nomes que, na grande maioria das vezes, aparecem descontextualizados. No entanto, se a avaliação consistir na elaboração de projetos e pesquisas, análise de informações e resolução de problemas, todo o aprendizado também será direcionado para esses fins. Em uma sala de aula, diversas habilidades são incitadas nos alunos, tais como memorização, compreensão de fenômenos e fatos, além de estímulo à análise, criação e comparação. É consenso que algumas dessas tarefas exigem mais intelectualmente do que outras. Mas, nas avaliações, quais são as mais cobradas? As de menor potencial intelectual, como a memorização.  Como deve ser uma boa avaliação? A avaliação ideal deve agregar uma série de características. São elas: qualitativa, mais voltada à compreensão do aprendizado dos alunos, do que à sua medição; processual, que não verifica somente os resultados do processo de aprendizagem, mas também os meios utilizados para se chegar a eles; continuada, que é realizada ao longo do processo de ensino e não apenas no final da etapa de aprendizagem; e rica e diversificada, ou seja, que não prioriza tarefas intelectuais pobres, como a memorização. Testes de múltipla escolha devem ser evitados também, já que não permitem ao aluno discutir, analisar ou mesmo expor seu ponto de vista sobre o assunto em questão. A avaliação não pode servir como ferramenta para desanimar ou constranger a escola que obtiver um desempenho ruim. Ao contrário, precisa ser utilizada para incentivá-la a progredir e sanar suas deficiências.    Para mudar o sistema de ensino é preciso primeiro mudanças no sistema de avaliação? Melhorar a avaliação é uma maneira muito interessante de melhorar o ensino e a aprendizagem. Não estou dizendo que é a única, mas é um das mais importantes. O bom uso da avaliação – quando serve para identificar desafios e é apresentada como um mecanismo de transformação e não de controle – auxilia tanto alunos, como professores.    No Brasil, o Enem se propõe a avaliar o ensino médio, servir como vestibular de instituições públicas de ensino superior e ainda produzir ranking das escolas. É adequado uma prova de avaliação servir para a comparação de escolas? Não, é uma injustiça. Os rankings de avaliação comparam o que é incomparável, confrontando situações que, de partida, são muito distintas. E nada é mais injusto do que tratar como iguais aqueles que são diferentes. Por exemplo: se eu aplicar uma prova de ingresso e selecionar apenas os melhores estudantes para compor meu quadro discente, posso ter um ótimo desempenho em uma avaliação externa, mas que se deve à seleção dos alunos e não reflete o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola. Por isso, defendo que as instituições invistam também em processos de autoavaliação, para que cada unidade tenha ciência dos seus pontos fortes e problemas. Outro ponto negativo desses rankings é que eles conduzem à competitividade e não à melhoria do ensino em si. O objetivo da escola passa a ser o de superar outra instituição e não o de assegurar que cada um de seus alunos tenha a maior evolução possível, levando em conta suas condições. Este tipo de avaliação acaba se convertendo em um fim (ganhar posições em uma escala) e não em um meio para avançar, que é o que buscamos.    Quais são as deficiências das avaliações atuais?  Há muita coisa errada, mas em suma posso dizer que o problema encontra-se na concepção do que é avaliação. Ela é comumente vista como um sistema de verificação, comparação, classificação, hierarquização e controle, quando, na verdade, deveria ser um processo de diálogo, entendimento, aprendizagem, melhoria e motivação.   Como corrigir essa visão deturpada? A boa avaliação depende menos de recursos financeiros e mais da capacidade e compromisso dos professores. Não podemos esquecer que a peça fundamental de melhoria do sistema educacional é o professor. Isso faz com que seja decisivo, em primeiro lugar, ter um bom processo de seleção e capacitação desses profissionais. O caminho está nas mãos deles, que precisam repensar suas concepções, atitudes e práticas. Não há uma regra única de como se fazer isso. Nas palestras que dou costumo propor 10 ações para serem adotadas pelos docentes, que refletem a minha visão de como iniciar um processo de melhoria das avaliações. Os três primeiros passos são: questionar constantemente o próprio trabalho, pensando de que maneira ele poderia ser aprimorado; compartilhar as perguntas que faz a si mesmo com os colegas, visto que o objetivo não é melhorar o método de avaliação utilizado por um professor isoladamente, mas o da rede como um todo; depois, pesquisar com rigor respostas para as dúvidas que se tem sobre o processo de diagnóstico dos alunos – não valem ideias baseadas em suposições ou intuições. Os próximos três procedimentos são: compreender o que está sendo feito de errado na sala de aula; decidir que é preciso corrigir tais deficiências; e escrever sobre esse processo de investigação. Creio que fazer relatórios sobre a prática da avaliação ajuda a enxergar a situação com mais clareza e facilita a estruturação de um projeto de mudança. Em seguida, é preciso compartilhar esses relatórios com os colegas de magistério. Espera-se que a leitura do material incite-os a seguir pelo mesmo caminho. As três últimas ações são: estimular a discussão entre os professores sobre o sucesso e fracasso das metodologias pesquisadas; comprometer-se com as mudanças; e, por fim, exigir de si mesmo e dos outros que elas de fato se concretizem. São tarefas que exigem coragem e muita perseverança. A educação de uma criança, é importante frisar, não é responsabilidade apenas da instituição de ensino em que ela está matriculada, é compromisso também dos pais e da sociedade em geral. Somos todos responsáveis.     Veja.com  

MEC cria bolsa de para universitários pobres, indígenas e quilombolas

MEC cria bolsa de para universitários pobres, indígenas e quilombolas

  O Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai começar a pagar, a partir de junho, uma bolsa auxílio de 400 reais para estudantes de instituições federais.É necessário que tenham renda familiar de até 1,5 salários mínimo por pessoa (1.017) e façam cursos com pelo menos 5 horas diárias de aulas. Para indígenas e quilombolas que comprovarem baixa renda, o valor da benefício será de 900 reais. O Programa Nacional de Bolsa Permanência, segundo o governo, tem o objetivo de garantir que alunos pobres não deixem de concluir o ensino superior.   O valor da bolsa será repassado mensalmente por meio de cartões do Banco do Brasil. O estudante poderá receber a ajuda por até um ano a mais do que a duração oficial de sua graduação. Ou seja, se por qualquer razão um estudante levar cinco anos para concluir um curso de quatro, ele receberá a bolsa durante todo o período. A Bolsa Permanência não pode ser acumulada com auxílios das universidades devido às condições econômicas dos estudantes. Já as bolsas de iniciação científica, por exemplo, poderão ser recebidas sem prejuízo.   O MEC ainda não sabe quantos alunos serão benefeciados e tampouco qual será o custo para os cofres públicos da concessão de tal auxílio. "Como é uma opção do estudante solicitar adesão ao programa, não podemos dizer quanto de recurso vamos colocar", alegou o secretário de ensino superior do MEC, Paulo Speller.   Segundo Speller, há hoje pouco mais de 1 milhão de estudantes matriculados em universidades e institutos federais no Brasil. Desse total, cerca de 120.000 fazem cursos que se enquadram na carga horária exigida pelo programa. O ministério não sabe, entretanto, quantos deles são de baixa renda.    Para receber o recurso, os indígenas e quilombolas terão apenas que comprovar sua origem. Para Mercadante, a diferença no valor da bolsa existe porque a pobreza é maior nesses grupos. "Jovens indígenas que vivem nas aldeias e vêm estudar na universidade não têm apoio de família naquele município e eles precisam voltar para a aldeia, que ficam em regiões remotas, então precisamos ter reforço maior. E o mesmo se estende para os quilombolas", alega.       O Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai começar a pagar, a partir de junho, uma bolsa auxílio de 400 reais para estudantes de instituições federais que tenham renda familiar de até 1,5 salários mínimo por pessoa (1.017) e façam cursos com pelo menos 5 horas diárias de aulas. Para indígenas e quilombolas que comprovarem baixa renda, o valor da benefício será de 900 reais. O Programa Nacional de Bolsa Permanência, segundo o governo, tem o objetivo de garantir que alunos pobres não deixem de concluir o ensino superior.   O valor da bolsa será repassado mensalmente por meio de cartões do Banco do Brasil. O estudante poderá receber a ajuda por até um ano a mais do que a duração oficial de sua graduação. Ou seja, se por qualquer razão um estudante levar cinco anos para concluir um curso de quatro, ele receberá a bolsa durante todo o período. A Bolsa Permanência não pode ser acumulada com auxílios das universidades devido às condições econômicas dos estudantes. Já as bolsas de iniciação científica, por exemplo, poderão ser recebidas sem prejuízo.   O MEC ainda não sabe quantos alunos serão benefeciados e tampouco qual será o custo para os cofres públicos da concessão de tal auxílio. "Como é uma opção do estudante solicitar adesão ao programa, não podemos dizer quanto de recurso vamos colocar", alegou o secretário de ensino superior do MEC, Paulo Speller.   Segundo Speller, há hoje pouco mais de 1 milhão de estudantes matriculados em universidades e institutos federais no Brasil. Desse total, cerca de 120.000 fazem cursos que se enquadram na carga horária exigida pelo programa. O ministério não sabe, entretanto, quantos deles são de baixa renda.    Para receber o recurso, os indígenas e quilombolas terão apenas que comprovar sua origem. Para Mercadante, a diferença no valor da bolsa existe porque a pobreza é maior nesses grupos. "Jovens indígenas que vivem nas aldeias e vêm estudar na universidade não têm apoio de família naquele município e eles precisam voltar para a aldeia, que ficam em regiões remotas, então precisamos ter reforço maior. E o mesmo se estende para os quilombolas", alega.   MEC cria bolsa de para universitários pobres, indígenas e quilombolas    O Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai começar a pagar, a partir de junho, uma bolsa auxílio de 400 reais para estudantes de instituições federais que tenham renda familiar de até 1,5 salários mínimo por pessoa (1.017) e façam cursos com pelo menos 5 horas diárias de aulas. Para indígenas e quilombolas que comprovarem baixa renda, o valor da benefício será de 900 reais. O Programa Nacional de Bolsa Permanência, segundo o governo, tem o objetivo de garantir que alunos pobres não deixem de concluir o ensino superior.   O valor da bolsa será repassado mensalmente por meio de cartões do Banco do Brasil. O estudante poderá receber a ajuda por até um ano a mais do que a duração oficial de sua graduação. Ou seja, se por qualquer razão um estudante levar cinco anos para concluir um curso de quatro, ele receberá a bolsa durante todo o período. A Bolsa Permanência não pode ser acumulada com auxílios das universidades devido às condições econômicas dos estudantes. Já as bolsas de iniciação científica, por exemplo, poderão ser recebidas sem prejuízo.   O MEC ainda não sabe quantos alunos serão benefeciados e tampouco qual será o custo para os cofres públicos da concessão de tal auxílio. "Como é uma opção do estudante solicitar adesão ao programa, não podemos dizer quanto de recurso vamos colocar", alegou o secretário de ensino superior do MEC, Paulo Speller.   Segundo Speller, há hoje pouco mais de 1 milhão de estudantes matriculados em universidades e institutos federais no Brasil. Desse total, cerca de 120.000 fazem cursos que se enquadram na carga horária exigida pelo programa. O ministério não sabe, entretanto, quantos deles são de baixa renda.    Para receber o recurso, os indígenas e quilombolas terão apenas que comprovar sua origem. Para Mercadante, a diferença no valor da bolsa existe porque a pobreza é maior nesses grupos. "Jovens indígenas que vivem nas aldeias e vêm estudar na universidade não têm apoio de família naquele município e eles precisam voltar para a aldeia, que ficam em regiões remotas, então precisamos ter reforço maior. E o mesmo se estende para os quilombolas", alega.   Veja