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Economia - Página 708

Procuradores da Fazenda começam campanha de alerta sobre a injustiça fiscal

Procuradores da Fazenda começam campanha de alerta sobre a injustiça fiscal

  Os brasileiros pagam muitos impostos, o país tem uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo. Para piorar, a distribuição da carga é injusta e os índices de sonegação ainda são muito altos. O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) quer incentivar a reflexão e o debate desses temas com a Campanha Nacional da Justiça Fiscal – “Quanto custa o Brasil pra você?”. As atividades serão realizadas entre os dias 18 e 23 de março, em Brasília (DF).   Durante essa semana, um estande funcionará no Shopping Conjunto Nacional, na região central de Brasília. A população terá a oportunidade de conhecer o aplicativo e receber a cartilha informativa da campanha “Quanto custa o Brasil pra você?” e o Manual do Contribuinte. “Num modelo ideal, cada um deveria contribuir na medida de suas possibilidades. Bem diferente do que temos hoje, que um trabalhador com renda de dois salários mínimos paga metade desse valor em impostos. O ideal seria tributar sobre a renda ou o patrimônio”, reforça Titonelli.   A campanha Quanto Custa o Brasil pra você? é parte de um programa de responsabilidade social criado pelo Sinprofaz em 2009. O presidente da entidade, Allan Titonelli, destaca que somente com a mobilização da sociedade civil organizada será possível sensibilizar os parlamentares e agentes públicos da necessidade da simplificação do sistema tributário brasileiro. “A construção de um país mais igualitário passa pela reforma tributária. Com uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo, os brasileiros trabalham, em média, quatro meses por ano apenas para pagar impostos” reforça Titonelli.   A novidade da campanha este ano é o aplicativo para smartphones e tablets chamado Na Real. Com ele, é possível descobrir o valor dos impostos pagos em diversos produtos. Desenvolvido pelo Sinprofaz com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o aplicativo é gratuito e pode ser baixado em aparelhos que utilizam os sistemas Android ou iOS (iPhone, iPad). O programa está disponível para download nas lojas virtuais da Apple (Apple Store) e do Android (Google Play).   “Criamos o Na Real para que as pessoas saibam, de forma didática, o quanto de imposto é cobrado em cada produto”, explica o presidente do Sinprofaz. O usuário digita o nome do produto e o preço, e o aplicativo calcula o custo da tributação indireta. A informação é apresentada de duas formas: o percentual do tributo e o valor recolhido aos cofres públicos representado em Real. Alguns exemplos: açúcar (32,33%), iogurte (33,06%), pão de forma (16,86%), protetor solar (41,74%) e shampoo (44,2%).   Os interessados em conhecer o movimento também podem acessar o site. No endereço eletrônico é possível acessar o “Listão da Carga Tributária” e outros itens que ajudam a conscientizar as pessoas sobre o peso da carga tributária no dia a dia.   O Sinprofaz representa a carreira de Procurador da Fazenda Nacional que é o agente capaz de garantir a isonomia entre o devedor e o cidadão que paga seus tributos, por meio da cobrança dos créditos da União. “Quando mais pessoas contribuem, temos uma maior disponibilidade de caixa para a execução de políticas públicas. Ao mesmo tempo é necessário que se cobre eficiência do Estado na utilização dessas verbas”, lembra Titonelli.   Site da campanha:  www.quantocustaobrasil.com.br   Sobre o Sinprofaz   O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional reúne advogados altamente especializados que atuam na defesa dos interesses do erário e da nação. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional tem a função de representar a União na cobrança da dívida ativa tributária judicial ou extrajudicialmente. Está ligada a Advocacia Geral da União e também subordinada administrativamente ao Ministério da Fazenda.   Da Assessoria  

Bancos terão novos pacotes padronizados

Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta sexta-feira (15) três resoluções que visam a "aumentar a transparência" das informações na contratação de serviços bancários, de operações de crédito e de câmbio, informou o Banco Central.

Vila Rica: Fazendeiros usam notas falsas para driblar fiscalização

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  Entre oito e 11 grandes proprietários rurais do vale do Araguiaia, em Mato Grosso, do ramo da pecuária de corte usaram notas fiscais falsas para comprovar a vacinação obrigatória contra a febre aftosa, informaram fontes ligadas à Famato (Federação da Agropecuária do Estado), Ministério da Agricultura, Ministério Público e da própria fiscalização estadual.