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Economia - Página 680

Inadimplência pode fazer Várzea Grande perder R$ 417 milhões
PAC

Inadimplência pode fazer Várzea Grande perder R$ 417 milhões

Pelo menos 36 cidades mato-grossenses, com menos de 50 mil habitantes, poderão ser excluídas da proposta de acesso ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) por estarem inadimplentes com prestações de outros convênios assinados com o Governo Federal. A Associação Matogrossense dos Municípios (AMM) desencadeou ação, liderada em Brasília por Flávio Daltro (PSD), para tentar reverter este quadro de inadimplência.

Mato Grosso vale ouro
MINERAÇÃO

Mato Grosso vale ouro

Mato Grosso movimenta somente com a exploração do ouro em torno de R$1bilhão/ano e poderia se transformar num recordista em produção mineral do país se explorasse toda a sua potência.

Mato Grosso está na rota da expedição

Mato Grosso está na rota da expedição "Expresso do Algodão"

Consultores e gerentes técnicos de grandes fazendas produtoras algodão percorrerão ao todo 7,5 mil quilômetros de estrada em busca de conhecimento e intercambio de informações técnicas, revelando em cada parada oportunidades e tecnologias para a fibra no Brasil, que nos últimos 12 anos, o País passou de maior importador mundial para o terceiro maior exportador do produto, segundo o Ministério da Agricultura.

Registros de cervejarias cresceram quase 15 vezes em 20 anos

Registros de cervejarias cresceram quase 15 vezes em 20 anos

  Rio -  O ano de 2012 teve o maior número de registros de cervejarias por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dos últimos 30 anos, segundo levantamento feito pelo GLOBO a partir de dados enviados pelo órgão em 2012: foram 31 novos produtores da milenar bebida fermentada de grãos, que vem retomando um espaço de honra há muito perdido para o glamour do vinho. Vinte anos antes, o número era quase 15 vezes menor: em 1992, apenas 2 registros foram concedidos.    O Mapa contabiliza atualmente 232 estabelecimentos destinados à produção de chopes e cervejas. Analisados ano a ano, os dados comprovam a aceleração do mercado no país, geralmente abordada pelas associações e empresas por meio de estimativas e cálculos aproximados. Os últimos cinco anos, principalmente, foram intensos. Depois deste boom do mercado, o ritmo está mais lento neste ano, como não poderia deixar de ser; no primeiro trimestre de 2013, foram cinco novos empreendimentos, contra 12 em igual período de 2012.   Apenas quatro dos 26 estados não receberam autorizaçôes: Acre, Alagoas, Rondônia e Tocantins. Os pedidos vieram de 171 municípios em 22 estados e do Distrito Federal. O estado de São Paulo é o campeão, com 58 estabelecimentos autorizados. Em seguida, vêm Santa Catarina (28), Rio Grande do Sul (26), Minas Gerais (25), Paraná (20), Rio de Janeiro (17) e Goiânia (11). A cidade com o maior número, surpreendentemente, não fica em nenhum destes estados, mas no Amazonas: Manaus, com 7 registros. É seguida do Rio de Janeiro e Teresópolis (RJ) e Goiânia (GO), com 5; já Petrópolis (RJ), Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto (SP), Curitiba (PR), Frutal, Uberlàndia e Nova Lima (MG) tiveram 4.     Segundo o ministério, os dados não distinguem os estabelecimentos por porte da produção. Mas, como gigantes do tamanho da Ambev, Grupo Petrópolis ou a Kirin Brasil (ex-Schincariol) não nascem da noite para o dia, a evolução das micros, pequenas e médias empresas ajuda a explicar a fermentação acelerada. Com as políticas de incentivos do governo militar aos grandes empreendimentos, os números nos anos 1970 e na primeira metade dos anos 1980 eram magros.   Em 1974, de acordo com os primeiros registros do Mapa, foram inauguradas quatro fábricas. Só cinco anos, em 1979, depois haveria outra autorização concedida, mais uma em 1984, outra em 1985, três em 1987 e duas no ano em que o país passava a ter nova Constituição. No ano da primeira eleição direta e no primeiro ano do governo de Fernando Collor de Mello, época do choque na economia, com a hiperinflação e o confisco da poupança, não houve registros. De 1991 a 1994, os números ficaram entre 4 e 1.   Após plano Real, primeira onda de artesanais   Com a inflação estabilizada e o retorno do empreendedorismo, no ano seguinte ao lançamento do Plano Real, em 1995, foram seis novas cervejarias, o maior número até então. Entre elas, duas que são atualmente respeitadas como pioneiras do movimento artesanal: a fluminense DaDo Bier e a paulista Colorado. A última, sediada em Ribeirão Preto, ficou conhecida mesmo entre o público não especializado por suas receitas que utilizam produtos tipicamnete brasileiros, como café, castanha do pará e rapadura.   Na cidade, um polo cervejeiro — formado, além das cervejarias propriamente ditas, por lojas de insumos cervejeiros e equipamentos e bares especializados — aglutinou-se em torno da Colorado. Processo semelhante vem ocorrendo em Nova Lima (MG), onde a prefeitura, para incentivar o mercado, facilitou o enquadramento destes estabelecimentos, antes restritos a periferias, no zoneamento urbano.   Em 2000, houve uma segunda onda de novas cervejarias: 13 registros, um por mês, média que se repetiu em 2002. A partir de 2006, não há número anual de concessões com menos de dois dígitos. Até o ano passado, os recordes pertenciam a 2007 e 2011, com 24, ou duas por mês.   Além do maior mercado consumidor do país, São Paulo concentra mais facilidades para abertura de empresas que muitos outros estados, mas a tradição germânica de fazer cerveja em casa pesa bastante no cenário nacional. Não é a toa que os três estados da região, onde a presença dos colonos alemães ainda é intensa, estão entre os cinco maiores números de pedidos aceitos pelo ministério.   O Rio de Janeiro, onde foi instalada a primeira fábrica que os historiadores identificam no país, em 1836, na antiga Rua Mata-Cavalos (atual Riachuelo), ficou um pouco para trás, mas esse quadro pode mudar nos próximos anos. Minas Gerais, atualmente, é sede de cervejarias de vanguarda como Wäls e Falke.   Produção nacional atrai estrangeiros   O império das louras geladas industrializadas produzidas aos bilhões de litros está muito longe de ruir. As pequenas e médias representam, segundo estimativas das entidades representativas dos fabricantes, cerca de 0,5% do volume total vendido no país. Mas o movimento artesanal brasileiro vem surpreendendo estrangeiros e despertado a atenção de investidores.   O número de cervejas registradas também é sinal da intensa atividade brasileira no ramo, ainda que os dados não permitam uma comparação evolutiva. São 2.657 chopes e cervejas devidamente certificados pelo ministério – conhecido entre os cervejeiros pela sigla, e por sua suposta rigidez excessiva na definição e na nomenclatura da bebida. Novamente, São Paulo é o campeão de autorizações, com 725, mas o Rio de Janeiro aparece logo na segunda colocação, com 338 produtos. Depois, vêm Paraná (270), Santa Catarina (266), Minas Gerais (252), Rio Grande do Sul (184) e Pernambuco (115).   A produção brasileira tem se destacado em competições internacionais, como o Mondial de la Biére, no Canadá, e a South Beer Cup, que no ano passada foi realizada em Blumenau. O portfólio nacional inclui rótulos respeitados mundialmente, como os das paulistas Colorado e Bamberg, esta de Votorantim, a catarinense Eisenbahn e a paranaense Bodebrown.   O desenvolvimento do país no setor também tem chamado a atenção de donos de cervejarias estrangeiras, principalmente europeus. No ano passado, vários deles visitaram o país e se interessaram em exportar seus produtos. Os altos impostos, no entanto, afugentam os empresários. Por este motivo, principalmente, os americanos evitam fazer negócios com o Brasil, segundo estudo encomendado em 2009 pela Associação dos Cervejeiros (BA, na sigla original) dos EUA.   Por outro lado, alguns de seus cervejeiros artesanais mais renomados — como Garrett Oliver, da Brooklyn Brewery, e Greg Koch, da Stone Brewing Co. — vieram ao Brasil produzir cervejas colaborativas com empresas locais. Da parceria de Oliver com os irmãos José Felipe e Tiago Carneiro, da mineira Wäls, surgiu a Saison de Caipira, que leva cana-de-açúcar; já Koch fez, junto com os também irmãos Paulo e Samuel Cavalcanti, da paranaense Bodebrown, uma cerveja acobreada, amarga, com adição de cacau, batizada Cacau IPA.   Fonte: O Globo