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Dólar fecha em queda pelo segundo dia e volta a valer R$ 2,40

O dólar fechou em queda de 0,63% em relação ao real nesta quarta-feira (5), voltando a valer R$ 2,40. A desvalorização foi uma reação à entrada de dólar no país e à atuação do Banco Central para tentar conter a alta da moeda, mas as avaliações continuam sendo de que o mercado está volátil devido às incertezas globais.

05/02/2014 20h36 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00


 
A moeda americana fechou perto da mínima do dia, de R$ 2,3930, e longe dos R$ 2,45 registrados em alguns momentos da semana passada. É a cotação mais baixa desde 24 de janeiro, quando fechou em R$ 2,3980.
 
Na semana, a moeda americana tem queda acumulada de 0,51% e no ano tem valorização de 1,80%.
 
Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão.
 
"Houve um fluxo (de entrada, mas) o mercado está bastante sensível. Enquanto continuar a dor de cabeça com mercados emergentes, a gente deve continuar nesse sobe e desce", afirmou à Reuters o operador de um banco internacional, referindo-se à onda global de mau humor que tem impactado as moedas de países em desenvolvimento.
 
O dólar já abriu o pregão em queda, após o setor privado dos Estados Unidos abrir menos vagas do que se esperava em janeiro: foram 175 mil postos de trabalho.
 
"O dado fraco dos EUA cria dúvida sobre a recuperação da demanda mundial, apesar de reforçar a perspectiva de redução gradual do estímulo econômico norte-americano (por meio da compra de títulos todo mês, que já sofreu dois cortes e foi de US$ 85 bilhões para US$ 65 bilhões)", disse à Reuters o economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho.
 
O número veio antes da divulgação, na sexta-feira (31), do relatório de emprego do governo dos EUA, revelando a taxa de desemprego no país, bem como os dados de geração de emprego geral. Esses dados são importantes por serem uma das principais variáveis para o Federal Reserve, banco central norte-americano, definir a redução no seu programa de estímulos e, consequentemente, limitar ainda mais a liquidez mundial.
 
"O mercado está em compasso de espera e, por isso, evita assumir muitas posições", afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, antes da divulgação dos números. Segundo ele, o dólar, pelo menos por enquanto, vai continuar oscilando entre os patamares de R$ 2,40 e R$ 2,45, que não é tão inflacionário.
 
Intervenção do BC
Pela manhã, o BC deu continuidade à ação diária ao vender o lote total de swaps cambiais tradicionais da seguinte forma: 2,7 mil com vencimento em 1º de dezembro e 1,3 mil para 1º de agosto. O volume financeiro foi equivalente a US$ 197,3 milhões.
 
A partir das 18h30, o BC anuncia as características do leilão de rolagem de contratos de swaps que vencem em março e que será realizado na quinta-feira. Ao todo, estão vencendo o equivalente a US$ 7,378 bilhões no próximo mês.
 
Apesar do clima de ansiedade global, o fluxo cambial -- entrada e saída de moeda estrangeira do país -- ficou positivo em US$ 608 milhões na semana passada, fechando janeiro com superávit de US$ 1,610 bilhão, de acordo com dados do BC.
 
G1
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